O fiagro ROCA11 concluiu, em setembro, uma reorganização de sua carteira de Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs) e elevou a taxa média dos ativos de CDI + 4,4% para CDI + 4,6% ao ano.

A movimentação envolveu a venda de posições em Cocal, Marfrig e Minerva e a aquisição de um novo título ligado ao financiamento de insumos agrícolas.

Na operação, o fundo vendeu aproximadamente R$ 1,93 milhão em ativos e direcionou cerca de R$ 2,68 milhões para o CRA Carteira 63ª Emissão, da Ceres Securitizadora. O papel oferece remuneração de CDI + 7% ao ano e tem vencimento previsto para novembro de 2027.

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A nova alocação integra a estratégia de gestão dos recebíveis do fundo, que busca manter a geração de caixa e administrar os vencimentos da carteira. Ao fim de setembro, o portfólio apresentava duração média de aproximadamente 2,4 anos.

Carteira do Fiagro tem ativos adimplentes

O ROCA11 encerrou o mês com 98,4% do patrimônio líquido alocado em ativos, enquanto 1,8% permanecia em caixa, aplicado em títulos do Tesouro Selic. A carteira estava distribuída em 13 posições, com exposição a oito cadeias do agronegócio.

Segundo o relatório gerencial, todos os ativos permaneciam adimplentes no encerramento de setembro, sem registros de inadimplência ou provisões. Durante o mês, o fundo recebeu cerca de R$ 560 mil em juros e registrou aproximadamente R$ 1 milhão em amortizações programadas.

ROCA11 amplia liquidez no mercado secundário

Além das mudanças na carteira, o fundo registrou avanço nas negociações de suas cotas na B3. Em setembro, o volume financeiro movimentado chegou a aproximadamente R$ 1,9 milhão, acima dos R$ 1,69 milhão registrados em agosto.

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O fundo também passou a apresentar negócios em todos os 21 pregões do mês, ante negociação em 81% das sessões de agosto. O volume médio diário alcançou R$ 90,7 mil, enquanto foram negociadas cerca de 182,2 mil cotas, equivalentes a 4,6% do total de cotas emitidas.

A cotação de mercado terminou setembro em R$ 10,43, alta de 1,4% em relação ao fechamento do mês anterior. No período, o preço oscilou entre R$ 10,25 e R$ 10,50.

A valorização aproximou o preço de negociação do valor patrimonial por cota, que encerrou o mês em R$ 10,45. Com isso, o indicador preço sobre valor patrimonial (P/VP) avançou de 0,98 vez para 1 vez.

Outro movimento ocorreu na base de investidores, que passou de 69 para 235 cotistas. Para o último trimestre de 2026, o fundo indicou como prioridades a reciclagem de ativos com vencimentos mais próximos, a manutenção da geração de caixa e a ampliação da liquidez no mercado secundário.