A recuperação dos preços das commodities agrícolas pode abrir uma nova janela de valorização das terras no Brasil, segundo avaliação do BTG Pactual.
O banco aponta que a melhora das perspectivas de rentabilidade das lavouras tende a impulsionar o valor das propriedades rurais, cenário que se conecta à estratégia do SNFZ11, fiagro com seis fazendas em Mato Grosso e foco na valorização patrimonial de longo prazo.
Na análise do BTG, o mercado de terras responde de maneira assimétrica aos ciclos agrícolas. Durante períodos de baixa das commodities, os preços das propriedades tendem a apresentar maior estabilidade, em parte pela liquidez reduzida desse mercado. Já quando as perspectivas de receita dos produtores melhoram, a valorização dos imóveis pode ganhar força.
A dinâmica também depende do estágio de desenvolvimento de cada fazenda. Investimentos em infraestrutura, melhorias de manejo e aumento da produtividade podem elevar a capacidade de geração de caixa da propriedade e, consequentemente, seu valor de mercado. A recuperação das commodities pode reforçar esse movimento ao melhorar as perspectivas econômicas da produção.
O banco avalia, porém, que existe um momento mais favorável para realizar o valor acumulado de uma propriedade. Quando a terra já atingiu um estágio avançado de desenvolvimento, os ganhos adicionais de produtividade e valorização podem desacelerar, tornando importante comparar o retorno potencial de mantê-la com outras oportunidades de investimento.
Para o SNFZ11, essa análise tem relação direta com a estratégia de adquirir terras produtivas, arrendá-las e buscar valorização patrimonial ao longo do tempo. As propriedades do fundo estão em Mato Grosso, estado que reúne importantes polos de produção de soja e milho e cuja dinâmica agrícola influencia as perspectivas do mercado fundiário regional.
SNFZ11 conclui compra de três fazendas no MT e chega a 16 mil cotistas
SNFZ11 (Suno Fazendas) concluiu, em julho, a aquisição de três novas propriedades rurais no Mato Grosso, em um movimento que amplia a exposição do fundo ao mercado de terras agrícolas. Com a operação, o portfólio passou a reunir seis fazendas e três CRAs, totalizando nove ativos.
As novas propriedades são as fazendas Panteão, Berrante e Guaraipós. Com a conclusão das aquisições, a exposição do fundo em imóveis rurais chegou a R$ 306,8 milhões, equivalente a 256,3% do patrimônio líquido.
Todas as fazendas estão arrendadas para a Jequitibá Agro, mantendo a vacância física e financeira do portfólio em zero. A estratégia combina a valorização patrimonial das terras agrícolas com a geração de renda recorrente dos contratos de arrendamento e dos CRAs.
Fiagro amplia exposição a terras agrícolas no Mato Grosso
A expansão também veio acompanhada de crescimento da base de investidores. O fundo encerrou o período com 15.785 cotistas, novo recorde histórico.
A terceira oferta pública do SNFZ11, por sua vez, movimentou R$ 51,8 milhões, recursos utilizados para viabilizar a aquisição das três propriedades. Segundo a gestão, a captação representou crescimento de quase 50% do patrimônio do fundo.


