As eleições presidenciais movimentam as expectativas do mercado financeiro brasileiro, principalmente em relação à política econômica, às contas públicas e à trajetória dos juros. Para os fundos imobiliários, essas questões são relevantes porque influenciam a precificação das cotas e a atratividade dos rendimentos distribuídos aos investidores.
O comportamento do IFIX nas eleições permite observar como o setor atravessou diferentes cenários políticos. Entretanto, as oscilações do índice também dependem de fatores econômicos que não estão necessariamente associados aos resultados das urnas, como inflação, atividade econômica e perspectivas para a taxa Selic.
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Um levantamento dos pregões próximos às votações de 2018, 2022 e 2026 mostra trajetórias distintas. A comparação com o Ibovespa também mostra que o mercado de FIIs nem sempre acompanhou o desempenho das ações nos mesmos períodos.
Eleições de 2018: valorização após os dois turnos
Em 2018, Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) disputaram o segundo turno. Após a primeira votação, em 7 de outubro, o Ibovespa avançou 4,57%, enquanto o dólar recuou 2,35%.
O IFIX também subiu, mas em menor intensidade: 0,50% no primeiro pregão após a votação e 2,37% até 15 de outubro.
Depois da vitória de Bolsonaro, o índice de fundos imobiliários avançou 0,39% em 29 de outubro, enquanto o Ibovespa caiu 2,24%. Até 5 de novembro, o IFIX acumulou valorização de 1,59% desde o fechamento anterior ao segundo turno.
Eleições de 2022: desempenho diferente do mercado de ações
Em 2022, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu Bolsonaro (PL) no segundo turno, com 50,90% dos votos válidos.
Após a primeira votação, o Ibovespa avançou 5,54%, enquanto o IFIX recuou 0,26%.
A divergência continuou depois do segundo turno. Em 31 de outubro, a Bolsa subiu 1,31%, mas o índice de FIIs caiu 0,07%.
Em novembro, discussões sobre despesas públicas e a PEC da Transição integraram o cenário econômico. Nesse período, o IFIX acumulou queda superior a 4%.
Eleições de 2026: alta após a primeira votação
Em 2026, Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) avançaram ao segundo turno, marcado para 25 de outubro.
No primeiro pregão após a votação inicial, o Ibovespa subiu 7,70%, enquanto o dólar recuou 4,12%.
O IFIX acompanhou a direção positiva, com alta de 1,34%. Até 22 de outubro, acumulava valorização de 5,09% desde o fechamento anterior à eleição.
Assim, o IFIX nas eleições apresentou comportamentos diferentes nos três ciclos analisados, sem que seja possível atribuir suas oscilações exclusivamente aos resultados eleitorais.
Esta análise considera exclusivamente dados históricos de mercado nas últimas eleições. O desempenho passado não garante retornos futuros, e as informações apresentadas têm caráter informativo, não constituindo recomendação de investimento.

