O fundo imobiliário XPLG11 (XP Log) encerrou setembro com redução de dois indicadores de sua carteira de imóveis logísticos. A vacância física caiu para 3,8%, enquanto a inadimplência recuou de 4,9% para 2,6% da receita mensal de locação. Os números constam no relatório gerencial divulgado pela administração do fundo imobiliário.

Em março, a vacância física estava em 8,7%. A comparação com setembro mostra uma queda de 4,9 pontos percentuais, equivalente a uma redução relativa de aproximadamente 56,3% no indicador. O movimento ocorreu em meio à celebração de novos contratos de aluguel. Somente em setembro, o fundo concretizou locações com duas novas empresas no empreendimento HGLG WL, envolvendo 3.353 metros quadrados de área bruta locável (ABL), considerada a participação do XPLG11 no imóvel.

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Vacância do XPLG11 cai após novas locações

A redução dos espaços vagos já havia sido observada em agosto, quando a vacância física terminou o mês em 4,1%. Com as novas locações e demais movimentações de setembro, o indicador recuou mais 0,3 ponto percentual.

Em agosto, o XPLG11 anunciou dois contratos de locação que, juntos, envolveram aproximadamente 75,6 mil metros quadrados de área bruta locável.

Um deles contemplou a totalidade dos 62.457 metros quadrados do CD CL Imigrantes V, localizado em São Bernardo do Campo, na região metropolitana de São Paulo. O contrato tem prazo de 60 meses, com vigência iniciada em 1º de agosto de 2026.

A outra operação envolveu os módulos B1, B2 e B3 do condomínio logístico de Seropédica, no Rio de Janeiro, com área total de 13.118 metros quadrados. Nesse caso, o prazo contratual também é de 60 meses, com início em 15 de agosto.

Em março, o fundo havia registrado a devolução de aproximadamente 10,7 mil metros quadrados no CD Piracicaba e de outros 1,9 mil metros quadrados no Syslog RJ. Naquele mês, a vacância física encerrou o período em 8,7%.

Segundo a gestão, a busca por novos locatários continua, em conjunto com parceiros estratégicos, para a ocupação das áreas que permanecem disponíveis.

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Inadimplência do FII recua em setembro

Além da redução da vacância, o XPLG11 registrou queda da inadimplência em setembro. O indicador representou 2,6% da receita mensal de locação, ante 4,9% em agosto. A diferença corresponde a uma redução de 2,3 pontos percentuais, equivalente a aproximadamente 46,9% em termos relativos.

Apesar da queda, o número de locatárias inadimplentes permaneceu em seis, conforme os relatórios dos dois meses. A inadimplência oscilou ao longo de 2026. Em abril, representava 8% da receita mensal de locação. O percentual caiu para 5,9% em maio e chegou a 1% em junho, antes de voltar a subir para 4,8% em julho e 4,9% em agosto.

Em setembro, o indicador retornou a um patamar inferior ao observado nos dois meses anteriores. Um dos episódios registrados nesse histórico envolveu a Mobly. No relatório de maio, a gestão informou que a empresa, integrante do grupo econômico Toky, respondia por 3,1 pontos percentuais da inadimplência daquele mês.

Na ocasião, o fundo imobiliário comunicou que acompanhava o pedido de recuperação judicial apresentado pelo grupo econômico e que havia notificado a companhia sobre os débitos em aberto.

O relatório gerencial de setembro não detalha a participação individual de cada empresa na inadimplência. A gestão informou que permanecia em tratativas com as seis locatárias para receber os valores pendentes.

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XPLG11 mantém dividendos de R$ 0,82 por cota

Em meio às mudanças nos indicadores operacionais, o XPLG11 manteve a distribuição mensal de rendimentos em R$ 0,82 por cota. O pagamento referente a setembro estava previsto para 15 de outubro, com direito aos investidores que detinham cotas do fundo em 30 de setembro.

Considerando a cotação de fechamento de R$ 92,51 no último dia do mês, o rendimento correspondeu a um dividend yield anualizado de 10,64%, conforme os cálculos apresentados pela gestão. O indicador considera a anualização do rendimento mensal de R$ 0,82 em relação à cotação de fechamento de setembro. O cálculo não representa garantia de distribuições futuras.

O relatório também informa que o NE Logistic FII, cujas cotas pertencem integralmente ao XPLG11, possuía resultado acumulado em regime de caixa e ainda não distribuído equivalente a R$ 0,43 por cota do XPLG11. Em agosto, esse saldo correspondia a R$ 0,65 por cota.

A gestão e a administração informam que buscam adotar uma estratégia de uniformização dos rendimentos, considerando o fluxo de caixa semestral e a legislação aplicável.

Com patrimônio líquido de aproximadamente R$ 5,37 bilhões e 364.281 cotistas ao final de setembro, o XPLG11 encerrou o mês com menor percentual de imóveis desocupados em relação a março, redução da inadimplência na comparação com agosto e manutenção do valor mensal declarado em rendimentos aos investidores.

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