Os investidores de varejo registraram compras líquidas de R$ 156,7 milhões em fundos imobiliários (FIIs) entre 28 de setembro e 2 de outubro. Na direção oposta, os investidores institucionais locais tiveram vendas líquidas de R$ 156,3 milhões no período, segundo relatório semanal de mercado da Lareal.
O levantamento considera 310 FIIs negociados na B3. Juntos, esses fundos movimentaram R$ 2,19 bilhões durante a semana, equivalente a um volume médio diário de R$ 438,2 milhões. O investidor estrangeiro teve participação bem menos expressiva nesse movimento, com fluxo líquido negativo de R$ 2,2 milhões.
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Tijolo concentra compras do varejo
A abertura dos números por tipo de fundo mostra que a movimentação ficou concentrada principalmente nos FIIs de tijolo, aqueles que investem diretamente em imóveis ou têm sua estratégia vinculada a ativos imobiliários físicos.
O varejo apresentou fluxo líquido positivo de R$ 152,9 milhões nessa categoria. Os institucionais locais, por outro lado, registraram fluxo negativo de R$ 143,5 milhões.
Os fundos de tijolo também responderam pela maior parcela do dinheiro negociado no mercado durante a semana. Foram R$ 1,05 bilhão em negócios, correspondentes a 48,1% do volume total analisado pelo levantamento.
O comportamento foi diferente nos fundos de papel. Nessa categoria, o varejo registrou saída líquida de R$ 22,3 milhões, enquanto os institucionais locais tiveram entrada líquida de R$ 12,9 milhões.
O que significa o fluxo dos FIIs
O fluxo líquido representa a diferença entre compras e vendas realizadas por determinada classe de investidor. Um número positivo significa que o grupo comprou mais do que vendeu durante o período. Um resultado negativo indica o movimento contrário.
Por isso, os dados mostram uma transferência de posições entre diferentes grupos de investidores, mas não permitem concluir as razões que levaram cada classe a comprar ou vender.
O relatório não atribui o movimento a expectativas sobre juros, preços das cotas ou perspectivas para o mercado imobiliário. Os números mostram, contudo, que naquela semana o varejo terminou comprador de FIIs, com forte concentração nos fundos de tijolo, enquanto os investidores institucionais locais encerraram o período na ponta vendedora.
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