O fundo imobiliário GAME11 registrou resultado de R$ 0,102 por cota em julho de 2026 e distribuirá R$ 0,100 por cota a título de rendimentos, com pagamento em 21 de agosto de 2026. Com base no fechamento da cota na data-com, o dividend yield do mês foi de 1,19%, enquanto o acumulado dos últimos 12 meses alcançou 13,31% — em bases comparáveis, equivalente a IPCA + 8,50%.

O resultado do mês foi determinado pela combinação dos indexadores de IPCA de abril (0,67%), maio (0,58%) e junho (0,16%) com o CDI, que registrou retorno nominal de 1,22% no período.

As reservas de resultado acumulado do fundo encerraram julho em R$ 0,115 por cota, e a gestão manteve o patamar mínimo de distribuição em R$ 0,100 por cota para os próximos exercícios, sustentado pela atual composição do portfólio e pelas projeções macroeconômicas da casa. Os dados do relatório foram ajustados retroativamente para base R$ 10,00 a partir da data do desdobramento de cotas.

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Entre as movimentações da carteira em julho, o principal destaque foi a venda integral do CRI Almanara, ativo que fazia parte do portfólio desde os primeiros anos do GAME11. Como a operação foi realizada à taxa de emissão, a transação não gerou ganhos ou perdas extraordinárias para o fundo.

A venda, no entanto, liberou aproximadamente R$ 15 milhões em caixa, recursos que deverão ser direcionados para a aquisição de um novo CRI pós-fixado. Segundo a gestão, o ativo está em fase de estruturação e a expectativa é que seja incorporado ao portfólio ao longo de agosto.

GAME11 busca ampliar exposição a ativos atrelados ao CDI

A gestão segue direcionando esforços para elevar a exposição do fundo a ativos indexados ao CDI, buscando um equilíbrio próximo de 50/50 em relação aos ativos atrelados ao IPCA. A estratégia responde ao cenário de manutenção prolongada de juros elevados, com projeções que apontam a Selic próxima de 14,0% ao final de 2026, e visa preservar retornos em um ambiente de inflação mais branda.

No âmbito do Guardian Hedge Fund (GAHF), veículo que concentra as operações do GAME11 com fundos imobiliários, a gestão revisou a metodologia de consolidação da rentabilidade da carteira, passando a segregar os investimentos entre CDI+ e IPCA+.

A mudança decorre do aumento da representatividade dos ativos atrelados ao CDI dentro do veículo: a metodologia anterior considerava o retorno estimado integralmente como exposição a IPCA+, o que distorcia a percepção sobre a composição efetiva dos indexadores. O GAHF responde hoje por 36,2% do portfólio do GAME11, com nove ativos — oito FIIs e um CRI — e retorno ponderado de IPCA + 11,35%.

Com a nova metodologia, o GAME11 passou a consolidar o breakdown efetivo da carteira do GAHF entre ativos CDI+ e IPCA+. A mudança busca oferecer uma visão mais precisa da composição dos indexadores do fundo, que atualmente se aproxima de um equilíbrio entre as duas modalidades.

A gestão também substituiu o indicador de “Retorno Estimado” pelo “Retorno Ponderado”, passando a apresentar de forma segregada o spread médio dos ativos vinculados ao CDI e ao IPCA. A alteração acompanha o aumento da participação de operações CDI+ dentro do GAHF e busca refletir de maneira mais fiel o retorno esperado da carteira do GAME11.

Retorno do GAME11

No acumulado desde o IPO, o GAME11 segue apresentando desempenho superior aos principais indicadores utilizados como referência. O fundo registra rentabilidade nominal de 80,7% desde o início das atividades, contra 78,9% do benchmark no mesmo período.

O desempenho também supera o IFIX, que acumulou alta de 39,9% desde o início da operação do fundo. A comparação reforça a vantagem acumulada pelo GAME11 em relação ao principal índice de fundos imobiliários. Considerando o CDI como referência, a rentabilidade nominal acumulada do GAME11 equivale a 103,9% do CDI no período.