O fundo imobiliário EXES11 manteve em agosto a distribuição de R$ 0,13 por cota, preservando o mesmo valor pago aos investidores pelo 20º mês consecutivo.

O rendimento anunciado em 18 de setembro corresponde a um dividend yield mensal de 1,35%, considerando a cota patrimonial do período.

Nos últimos 12 meses, o fundo acumulou 17,13% em rendimentos. Em termos anualizados, o dividend yield chega a 17,47%, segundo os dados apresentados pelo fundo.

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Além da distribuição recorrente, o EXES11 encerrou o período com R$ 0,06 por cota em reserva de lucros, recurso mantido justamente para ajudar a preservar a linearidade dos pagamentos aos cotistas. Desde janeiro de 2025, o fundo vem distribuindo R$ 0,13 por cota mensalmente.

O desempenho também aparece na valorização acumulada desde o início das negociações na B3, em junho de 2022. Até agosto de 2026, o retorno do EXES11 chegou a 60,8%, contra 34,6% do IFIX, principal índice de fundos imobiliários, segundo os dados apresentados pela gestora.

Em agosto, o fundo também avançou na originação de crédito. No mês, o EXES11 adquiriu o CRI NP 38, da Construtora Joama, com remuneração de CDI + 5% ao ano.

Os recursos da operação serão destinados à conclusão das obras de um empreendimento localizado em Niterói (RJ). O resultado líquido do fundo no mês foi de R$ 1,8 milhão, conforme o valor informado no relatório.

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FII EXES11 amplia pipeline de operações

Além da aquisição realizada em agosto, o fundo informou uma nova operação concluída em setembro. Trata-se do CRI Vivart – Moov América, remunerado a IPCA + 12,25% ao ano, cujos recursos também serão utilizados para a conclusão de obras, neste caso de um empreendimento em Cuiabá (MT).

O pipeline do EXES11 inclui ainda R$ 425 milhões em ativos em estruturação. Entre as operações estão CRIs voltados ao financiamento de loteamentos e empreendimentos residenciais, além de cotas seniores de fundos imobiliários com exposição a shopping centers e galpões logísticos.

Entre os ativos em estruturação, há operações com remuneração de até IPCA + 12% ao ano e outras atreladas ao CDI, com spreads de até CDI + 5,50% ao ano. Também estão em análise uma cota sênior ligada a shopping, de R$ 72 milhões, e outra com exposição a galpão logístico, de R$ 150 milhões.

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O fundo também possui R$ 361 milhões em operações em negociação avançada, incluindo CRIs destinados a incorporações residenciais, financiamento de estoque e locação de imóvel misto, além de uma cota sênior de FII voltada a recebíveis imobiliários.

Segundo o relatório, as operações em estruturação ainda passam por diligências jurídicas, de obras e dos recebíveis. Já os negócios em negociação avançada representam oportunidades que ainda não foram incorporadas à carteira definitiva do fundo.

Fundo mantém foco em crédito imobiliário

A estratégia do EXES11 permanece concentrada em operações de crédito imobiliário, com estruturas que buscam combinar remuneração elevada e garantias associadas aos empreendimentos financiados.

Nos dados apresentados pelo fundo, o rendimento anualizado de 16,21% é comparado a uma remuneração equivalente a CDI + 1,38% ao ano, ou 111% do CDI líquido no período analisado. O EXES11 destaca que esse retorno é obtido em uma carteira de crédito imobiliário majoritariamente com garantia real.