O fundo imobiliário SNEL11 registrou queda de 0,50% nesta segunda-feira (5), cotado a R$ 7,92. Apesar disso, fundo movimentava R$ 12,6 milhões em negociações no pregão, figurando entre os veículos com maior liquidez na sessão.
Por sua vez, o IFIX acompanhou o movimento de valorização dos ativos brasileiros no primeiro pregão após o primeiro turno das eleições presidenciais.
Enquanto o índice de fundos imobiliários avançou 1,34%, aos 3.822,32 pontos, o Ibovespa registrava alta de 7,85% perto do encerramento da sessão e superava os 207 mil pontos.
O movimento ocorreu após a definição de que a disputa presidencial seguirá para o segundo turno, marcado para 25 de outubro, em uma sessão também caracterizada pela forte queda do dólar.
Após captar R$ 1 bilhão, SNEL11 supera 140 mil cotistas
O SNEL11 ultrapassou na terça-feira (29) a marca de 140 mil cotistas, em mais um avanço expressivo da base de investidores do fundo imobiliário voltado à geração distribuída de energia solar.
O novo recorde foi alcançado poucos dias depois de o fundo superar os 135 mil investidores, em 22 de setembro.
O crescimento da base ocorre em paralelo à expansão do patrimônio do SNEL11. Nesta terça, a Suno Asset participou da abertura do pregão da B3 para celebrar a quinta emissão de cotas do fundo, que movimentou aproximadamente R$ 1,01 bilhão — a primeira oferta da gestora a superar a marca de R$ 1 bilhão.
Com a nova captação, o SNEL11 chegou ao evento com patrimônio líquido de aproximadamente R$ 1,89 bilhão e mais de 140 mil cotistas, segundo dados apresentados pela Suno. O fundo registra ainda dividend yield informado pela gestora de 15,38% ao ano.
A evolução da base chama atenção pelo ritmo registrado em 2026. Em janeiro, o SNEL11 tinha cerca de 65 mil investidores. Desde então, foram adicionados aproximadamente 75 mil cotistas, o que representa um crescimento de cerca de 115% em pouco mais de oito meses.
O avanço acompanha a expansão da estratégia do fundo no segmento de geração distribuída de energia solar. O SNEL11 investe na aquisição e operação de usinas fotovoltaicas, com contratos de locação de longo prazo vinculados aos projetos.
FII reduz exposição a obras e prioriza usinas já operacionais
Durante a abertura do pregão da B3, Vitor Duarte, CIO da Suno Asset, destacou a transformação da estratégia do SNEL11 ao longo das emissões. Segundo ele, o fundo passou a reduzir gradualmente a exposição ao desenvolvimento de projetos e direcionar os recursos para usinas que já estão prontas e em operação.
“O SNEL11 começou como um fundo pequeno, fazendo obra. Com o tempo, a gente foi dando uma ‘cara’ para ele menos arriscada, menos com risco de atraso de obra, que talvez seja o maior problema desse segmento. Então, desde a terceira oferta, a gente vem alocando capital em usinas já performadas, em usinas já prontas”, afirmou.
A mudança de estratégia ocorre em um momento de forte expansão do portfólio. O SNEL11 encerrou agosto com 37 usinas em operação, somando aproximadamente 149,4 MWp de capacidade instalada.
Em setembro, o fundo formalizou ainda a aquisição de 28 novos projetos de geração distribuída, que acrescentam 116,68 MWp de capacidade ao portfólio, em uma transação de aproximadamente R$ 565 milhões.
Com os ativos adquiridos e os recursos levantados na quinta emissão disponíveis para novas operações, Duarte afirmou que o portfólio poderá alcançar o equivalente a 400 MWp de capacidade. Segundo o executivo, esse volume seria suficiente para atender energeticamente cerca de 100 mil residências.S


