O fundo imobiliário GGRC11 encerrou o pregão seguinte ao primeiro turno das eleições com valorização de 1,91%, aos R$ 9,08. O fundo registrou R$ 18,1 mil em volume negociado, enquanto o IFIX avançou 1,34%, aos 3.822,32 pontos.
A sessão foi marcada pela repercussão do resultado eleitoral, que levou Flávio Bolsonaro (PL) ao primeiro lugar, com 47,03% dos votos válidos. Lula (PT) terminou a primeira etapa com 45,16%.
Com uma diferença de aproximadamente 2,2 milhões de votos, a disputa presidencial seguirá para o segundo turno. O resultado alterou as projeções dos investidores sobre o ambiente político e econômico para os próximos meses.
A composição do Congresso também foi um dos elementos incorporados à análise do mercado. O PL terá 121 deputados e 28 senadores a partir de 2027, ampliando sua representação no Legislativo.
Nesse ambiente, o GGRC11 acompanhou a direção positiva dos FIIs e conseguiu superar o desempenho do IFIX. A diferença entre os dois ativos foi de 0,57 ponto percentual.
GGRC11: raio-x do FII de logística – veja estratégia e dividendos do FII
O GGRC11 é um fundo imobiliário com estratégia voltada principalmente a imóveis logísticos e industriais, compresença relevante de contratos atípicos de locação.
Para entender a composição atual da carteira, o perfil dos inquilinos e o prazo das receitas contratadas, este raio-x reúne as informações mais recentes divulgadas pelo GGRC11, referentes a junho de 2026, além dos dados sobre os últimos dividendos pagos.
O GGRC11 encerrou junho de 2026 com 42 ativos imobiliários, mais de 1 milhão de metros quadrados de área bruta locável (ABL) e 49 inquilinos.
A carteira era formada principalmente por imóveis logísticos, que representavam 75,36% do portfólio, além de ativos híbridos, com 13,46%, e industriais, com 11,18%. A vacância física estava em 1,40%.
Um dos principais aspectos do FII GGRC11 é a predominância dos contratos atípicos, que respondiam por 88,14% das locações, contra 11,86% de contratos típicos.
Nesse modelo, comum em operações de built to suit, retrofit e sale and leaseback, as condições de locação são estabelecidas por prazos mais longos e regras específicas para eventual rescisão antecipada.
O prazo médio ponderado dos contratos, medido pelo WAULT, era de 4,47 anos. Considerando a receita de aluguel, 48% dos contratos venciam a partir de 2030, enquanto 20% tinham vencimento em 2028, 12% em 2027, outros 12% em 2029 e 8% em 2026.
O IPCA era o principal índice de reajuste dos aluguéis, presente em 91,38% dos contratos. O IGP-M representava 6,65% e o INPC, 1,97%.
Entre os contratos mais longos estavam o imóvel ocupado pela Rizobacter, em Londrina (PR), com vencimento em maio de 2043, além do Braspark, em Garuva (SC), e do ativo da Todimo, em Cuiabá (MT), ambos com vencimento em 2037.
Conheça o fundo GGRC11
A receita imobiliária também apresentava diversificação entre locatários. Em junho, a Renault era a maior exposição individual, com 10,19%, seguida por Americanas, com 9,21%, e Ambev, com 9,09%. Os ativos indiretos do Triple A FII respondiam por 6,54%, enquanto Infinity representava 4,93%.
Geograficamente, 51,7% da receita estava concentrada no Sudeste e 30,6% no Sul. O Centro-Oeste respondia por 9,7% e o Nordeste, por 8%. Minas Gerais tinha a maior participação entre os estados, com 22,2%, seguido por Paraná, com 20,6%, e São Paulo, com 18,8%.
As informações mais recentes divulgadas pelo fundo imobiliário GGRC11 também mostram um período de expansão do portfólio.
Em junho, foram concluídas aquisições como o Galpão C do Infinity Business Park, em Extrema (MG), por R$ 142,5 milhões. Também o galpão B.2 do Pouso Alegre Business Park, por R$ 96,5 milhões, e uma participação de 39,25% no Condomínio Raposo/Sanca, por R$ 121,3 milhões. Por fim, também houve um novo galpão em Camaçari (BA), por R$ 150 milhões.
Ao mesmo tempo, o fundo GGRC11 avançou na reciclagem da carteira com um memorando vinculante para venda de dez imóveis logísticos, industriais e híbridos por R$ 530 milhões. Segundo a gestão, a estratégia envolve a alienação de ativos considerados maduros e a realocação dos recursos em novas oportunidades.
O GGRC11 foi constituído em novembro de 2016 e iniciou suas atividades em abril de 2017. Sua política de investimentos prioriza imóveis comerciais dos segmentos industrial e logístico, incluindo empreendimentos prontos, terrenos e projetos em construção destinados principalmente a locações atípicas.
Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e não constitui recomendação de compra, venda ou manutenção de cotas do GGRC11 ou de qualquer outro investimento.


