A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) elevou suas estimativas para os embarques brasileiros de soja e milho em outubro de 2026. A previsão para a soja passou a 6,55 milhões de toneladas, alta de 5,9% em relação à estimativa anterior, enquanto a projeção para o milho subiu 20%, para 6,41 milhões de toneladas. Os volumes previstos para os dois produtos também superam os embarques de outubro de 2025, reforçando a movimentação comercial do agronegócio, segmento ao qual está ligado o SNAG11.
Para a soja, a nova projeção representa um avanço em relação aos 6,18 milhões de toneladas estimados na semana anterior. O volume esperado também supera em 2,3% os 6,40 milhões de toneladas embarcados em outubro do ano passado.
No milho, a revisão foi ainda mais expressiva em termos percentuais. A estimativa passou de 5,34 milhões para 6,41 milhões de toneladas, avanço de 20% em apenas uma semana, segundo a Anec.
Na comparação anual, a previsão para os embarques de milho representa crescimento de 12,6% sobre as 5,69 milhões de toneladas exportadas em outubro de 2025. O resultado reforça a importância do cereal na pauta de exportações agrícolas brasileiras.
Para o SNAG11, o avanço das estimativas evidencia a escala das operações comerciais envolvendo duas commodities centrais do agronegócio. O fundo mantém exposição ao crédito da cadeia agrícola, e a movimentação das exportações ajuda a contextualizar a atividade econômica dos produtores e demais agentes do setor.
SNAG11 compra quatro CRAs
Recentemente o SNAG11 realizou a aquisição de quatro Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs) no mercado secundário, ligados ao setor de proteína animal. Entre os emissores dos novos papéis estão MBRF e Minerva, segundo a gestão.
As compras foram realizadas com recursos provenientes da última emissão do fundo e elevaram a remuneração média da carteira. Com os novos investimentos, o SNAG11 passou a ter 17 ativos, enquanto o carrego ponderado subiu para CDI + 2,76%.
A gestão explica que encontrou oportunidades no mercado secundário diante da abertura da curva de juros e da ampliação dos spreads de crédito. A estratégia, segundo o fundo, foi aproveitar papéis de emissores considerados de primeira linha do agronegócio que passaram a oferecer remunerações mais elevadas.
Fiagro vê oportunidade em CRAs após abertura dos juros
A tese para as novas aquisições combina dois fatores: de um lado, uma curva de juros mais aberta, que elevou a taxa-base disponível para os investidores; de outro, spreads de crédito em CRAs considerados elevados em relação aos últimos anos.
Na avaliação da gestão, esse cenário permitiu ao SNAG11 aumentar o retorno potencial da carteira sem necessariamente elevar a exposição a emissores de menor qualidade de crédito.
O movimento também faz parte de uma estratégia de utilização do caixa levantado na última emissão. Em agosto, a posição líquida de recursos disponíveis ficou em R$ 53,54 milhões, equivalente a 5,91% do patrimônio líquido.
Mesmo com a alocação em novos ativos, o fundo manteve inadimplência de 0% ao longo do mês. O patrimônio líquido terminou agosto em aproximadamente R$ 906,09 milhões, enquanto a cota patrimonial ficou em R$ 10,13.


