O Fiagro BTAL11 pagará R$ 1,00 por cota na próxima distribuição de rendimentos, referente aos resultados de setembro, com crédito marcado para 27 de outubro de 2026.
Sobre a cotação de R$ 82,24 registrada no encerramento de setembro, o valor equivale a um dividend yield (DY) mensal de cerca de 1,22%.
O comunicado foi divulgado na terça-feira (20), mesma data usada pela administração para definir quem tem direito ao recebimento dos rendimentos do BTAL11.
Terão o provento os cotistas que mantinham posição no fundo até o fechamento do pregão de 20 de outubro de 2026. Quem comprar cotas a partir de 21 de outubro ficou de fora deste pagamento.
O montante recebido será proporcional à quantidade de cotas na data-base. Um investidor com 1.000 cotas, por exemplo, terá direito a R$ 1.000,00.
Conforme o comunicado, a distribuição conta com isenção de Imposto de Renda para investidores pessoas físicas, observadas as condições legais aplicáveis aos Fiagros. Com isso, os dividendos do BTAL11 serão creditados em 27 de outubro, seguindo o calendário e os critérios de elegibilidade definidos pela administração.
O desinvestimento que o BTAL11 avalia na Bahia
A gestão do fundo BTAL11 analisa a possibilidade de vender um dos empreendimentos da carteira, conforme o relatório gerencial de setembro de 2026. O ativo em avaliação é a SPE Santo Antônio, vinculada à Fazenda Santo Antônio, em Muquém, na Bahia.
Uma eventual alienação liberaria recursos hoje alocados no empreendimento e abriria alternativas para novas decisões de investimento.
A administração, porém, não informou data prevista para a conclusão da operação, que permanece em avaliação, sem confirmação.
A iniciativa integra o acompanhamento de uma carteira voltada a empreendimentos usados na infraestrutura e na logística do agronegócio brasileiro.
Como é o portfólio do Fiagro
Ao término de setembro, o Fiagro BTAL11 mantinha 11 ativos, sendo nove propriedades imobiliárias e dois Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs).
As duas operações de crédito têm garantias reais ligadas a imóveis do agronegócio, e todos os ativos da carteira estavam adimplentes no período.
Entre os empreendimentos aparecem instalações portuárias, terminais intermodais, estruturas de armazenagem e unidades de recebimento de grãos, além de propriedades usadas no transporte e no escoamento da produção agrícola. A composição reflete a atuação do fundo em diferentes etapas da cadeia logística, com investimentos nas estruturas necessárias à movimentação e ao armazenamento dos produtos.
Nos vencimentos, 72,8% do montante contratado estavam associados a contratos com término previsto entre 2031 e 2035, e outros 18,7% a contratos com vencimento posterior a 2035, o que evidencia a predominância de compromissos de longo prazo.
A administração do BTAL11 informou ainda que os ativos apresentavam capacidade estática de armazenagem de aproximadamente 450 mil toneladas ao encerramento de setembro.


