O fundo imobiliário HGLG11 (Pátria Log) encerrou setembro com resultado de R$ 0,89 por cota, abaixo dos R$ 1,02 registrados em agosto. Apesar da queda de 12,7%, o fundo imobiliário manteve a distribuição de dividendos em R$ 1,17 por cota, conforme o relatório gerencial divulgado pela gestão.
A receita total também diminuiu, passando de R$ 1,28 por cota em agosto para R$ 1,18 em setembro, uma redução de 7,8%. Com isso, o resultado mensal ficou R$ 0,28 por cota abaixo do valor destinado aos investidores. A distribuição correspondeu a aproximadamente 131,5% do resultado apurado no período.
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O pagamento dos rendimentos referentes a setembro estava programado para 15 de outubro. O valor permanece alinhado à projeção divulgada pela gestão em julho, quando foi estabelecida uma distribuição mensal de R$ 1,17 por cota para o segundo semestre.
O que explica a queda no resultado?
Segundo o relatório gerencial, o desempenho de setembro foi influenciado por fatores pontuais, incluindo uma alteração na data de repasse do aluguel da sociedade de propósito específico (SPE) responsável pelo empreendimento Simões Filho G100.
A mudança provocou um impacto temporário nas receitas de locação. A administração informou que os valores serão refletidos nos resultados dos meses seguintes, sem especificar o montante envolvido.
O fundo imobiliário também registrou uma receita extraordinária de R$ 0,02 por cota proveniente da SPE do imóvel de Guarulhos, além de despesas de comercialização de R$ 0,02 por cota.
Esses fatores influenciaram o resultado de setembro. No período, o fundo distribuiu R$ 0,28 por cota acima do resultado apurado. O relatório gerencial também apresentou uma reserva acumulada de resultados de R$ 0,65 por cota ao final do mês.
Dividendos do HGLG11 aumentaram
O histórico recente mostra que o HGLG11 distribuiu R$ 1,10 por cota mensalmente durante o primeiro semestre. Em julho, o pagamento aumentou aproximadamente 6,4%, alcançando R$ 1,17 por cota, valor mantido em agosto e setembro.
Em julho, o resultado chegou a R$ 1,82 por cota, impulsionado pelo reconhecimento de R$ 0,83 por cota referente à primeira parcela da venda do imóvel de Itapevi.
No mês seguinte, o resultado recuou para R$ 1,02, antes de atingir R$ 0,89 em setembro. Dessa forma, o indicador acumulou duas quedas mensais consecutivas, embora a comparação seja influenciada pela receita extraordinária contabilizada em julho.
A gestão já havia projetado, para o segundo semestre, resultado médio mensal recorrente de aproximadamente R$ 1,04 por cota, acrescido de resultado não recorrente de cerca de R$ 0,14 por cota, totalizando R$ 1,18 por cota.
A projeção considerava a utilização de recursos em empreendimentos ainda em desenvolvimento, que demandam investimentos antes de começarem a gerar receitas de locação.
Apesar do resultado de setembro, o HGLG11 manteve como referência a previsão de distribuição de R$ 1,17 por cota para o segundo semestre de 2026. O relatório gerencial não anunciou alterações nessa estimativa.
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