A receita das exportações brasileiras do complexo soja pode atingir o recorde de US$ 69,3 bilhões em 2027, alta de 14,9% em relação aos US$ 60,3 bilhões projetados para 2026, segundo estimativas da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove). Mesmo com uma leve redução prevista no volume embarcado de soja em grão, os preços mais elevados devem impulsionar o faturamento, em um cenário relevante para a cadeia de crédito do agronegócio na qual está inserido o SNAG11.
A projeção considera as exportações de soja em grão, farelo e óleo. A oleaginosa deve concentrar a maior parcela da receita, com US$ 56,5 bilhões estimados para 2027, reforçando o peso do produto no comércio exterior brasileiro e sua importância para a geração de divisas do país.
Em volume, a Abiove estima que os embarques de soja em grão recuem 0,8% em 2027, para 113 milhões de toneladas. Para 2026, a associação projeta exportações de 113,9 milhões de toneladas, patamar que ainda representaria um recorde, acima das 108,18 milhões de toneladas registradas em 2025.
A perspectiva de maior faturamento está relacionada também à valorização dos produtos do complexo soja no mercado internacional. Assim, a receita pode crescer mesmo com uma pequena retração na quantidade exportada, mostrando que o desempenho financeiro do setor não depende exclusivamente da expansão dos embarques.
Para o SNAG11, Fiagro com exposição ao mercado de crédito do agronegócio, o cenário ajuda a dimensionar a relevância econômica da cadeia da soja. O avanço da receita externa pode contribuir para sustentar a atividade de produtores e empresas ligadas ao setor, embora os efeitos sobre o fundo dependam das operações de sua carteira e da capacidade de pagamento de seus devedores.
SNAG11 anuncia dividendos com yield mensal de 1,21%
O fiagro SNAG11 anunciou a distribuição de R$ 0,12 por cota em rendimentos aos investidores. O pagamento está previsto para 23 de outubro de 2026, com data-base em 15 de outubro, que define os cotistas com direito a receber os proventos.
Considerando o preço de fechamento de R$ 9,91 em 30 de setembro, o valor anunciado corresponde a um dividend yield mensal de aproximadamente 1,21%.
Os rendimentos serão pagos aos investidores elegíveis na data prevista pelo fundo. Vale ressaltar que os proventos do SNAG11 são isentos de imposto de renda para pessoa física.
SNAG11 compra quatro CRAs e eleva remuneração da carteira
O SNAG11 manteve a distribuição de R$ 0,12 por cota em agosto de 2026, mesmo com o resultado gerado pelo fundo ficando ligeiramente abaixo desse valor. No período, o fundo gerou R$ 0,113 por cota e utilizou parte das reservas acumuladas para complementar o pagamento.
Com a distribuição, o fundo encerrou o mês com R$ 0,096 por cota em reservas. O rendimento correspondeu a um dividend yield anualizado de 15,81%, segundo os dados divulgados pelo fundo.
O principal movimento da carteira em agosto foi a aquisição de quatro Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs) no mercado secundário, ligados ao setor de proteína animal. Entre os emissores dos novos papéis estão MBRF e Minerva, segundo a gestão.
As compras foram realizadas com recursos provenientes da última emissão do fundo e elevaram a remuneração média da carteira. Com os novos investimentos, o SNAG11 passou a ter 17 ativos, enquanto o carrego ponderado subiu para CDI + 2,76%.
A gestão explica que encontrou oportunidades no mercado secundário diante da abertura da curva de juros e da ampliação dos spreads de crédito. A estratégia, segundo o fundo, foi aproveitar papéis de emissores considerados de primeira linha do agronegócio que passaram a oferecer remunerações mais elevadas.


