O custo global dos sistemas de armazenamento de energia em baterias caiu 93% entre 2010 e 2024, segundo a Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA). A redução pode ampliar a competitividade de projetos que combinam geração fotovoltaica e armazenamento, uma tendência relevante para o setor em que atua o SNEL11, fundo imobiliário dedicado à geração de energia solar.
De acordo com a IRENA, o custo instalado dos sistemas de armazenamento em escala de serviços públicos recuou de US$ 2.571 por quilowatt-hora em 2010 para US$ 192 em 2024. A queda foi impulsionada por avanços tecnológicos, ganhos de eficiência na utilização de materiais, expansão da fabricação e economias de escala.
A combinação entre painéis solares e baterias permite armazenar parte da eletricidade gerada durante períodos de maior incidência solar para utilizá-la posteriormente. Essa possibilidade ajuda a reduzir a diferença entre o momento em que a energia é produzida e aquele em que o consumo ocorre.
Nesse contexto, um estudo da IRENA aponta que o Brasil pode alcançar, em 2035, um custo de aproximadamente US$ 41 por megawatt-hora para a geração solar firme, considerando a integração entre sistemas fotovoltaicos e armazenamento. A projeção colocaria o país entre os mercados mais competitivos do mundo nessa modalidade.
Para o SNEL11, a evolução tecnológica é relevante porque o fundo tem exposição a ativos de geração solar. A redução dos custos de armazenamento pode transformar as alternativas disponíveis para o setor, embora os efeitos sobre cada empreendimento dependam de fatores como investimento inicial, conexão à rede, contratos e custos de operação.
SNEL11 chega em 150 mil cotistas
O fundo imobiliário SNEL11, da Suno Asset, alcançou a marca de 150 mil cotistas, ampliando sua base de investidores em meio à expansão das operações de geração distribuída de energia solar.
Desde 22 de setembro, quando o fundo tinha cerca de 135 mil investidores, foram adicionados mais de 15 mil cotistas em aproximadamente um mês.
O avanço representa um crescimento superior a 11% da base de investidores no período. A marca anterior, de 140 mil cotistas, havia sido alcançada em 29 de setembro, durante um evento da Suno Asset na B3 para celebrar a quinta emissão de cotas do fundo.
A oferta movimentou aproximadamente R$ 1,01 bilhão, tornando-se a primeira emissão da gestora a superar R$ 1 bilhão. Na ocasião, o SNEL11 chegou ao evento com patrimônio líquido de cerca de R$ 1,89 bilhão e mais de 140 mil cotistas, segundo dados apresentados pela gestora.
FII amplia base de investidores em 2026
O crescimento da base de cotistas também se destaca na comparação com o início do ano. Em janeiro de 2026, o fundo contava com aproximadamente 65 mil investidores. Com a marca de 150 mil cotistas, o número mais que dobrou, registrando uma expansão de cerca de 131% em pouco mais de nove meses.
O SNEL11 investe no segmento de geração distribuída de energia solar, por meio da aquisição e operação de usinas fotovoltaicas. O modelo contempla contratos de locação de longo prazo vinculados aos projetos, com foco na geração de receitas recorrentes.
Em setembro, a Suno Asset informava um dividend yield anualizado de 15,38% para o fundo. O indicador corresponde ao rendimento distribuído em relação ao preço da cota no período de referência e não representa garantia de rentabilidade futura.


