Fiagro dobra de patrimônio após oferta de cotas; saiba qual
O fiagro ROCA11 fechou em julho com a maior parte dos recursos captados em sua segunda emissão já alocada. Ao longo do mês, o fundo investiu aproximadamente R$ 30,6 milhões em quatro novos ativos, elevando o nível de alocação de 34% para 95% do patrimônio líquido.
Entre as novas posições estão o CRA Carteira 62ª Emissão, remunerado a CDI + 7,50% ao ano e com vencimento em abril de 2030; o CRA FERTZ, a CDI + 3,00% ao ano, com vencimento em outubro de 2031; o CRA GT Foods, a CDI + 2,40% ao ano, com vencimento em julho de 2031; e cotas do Up North Fiagro.
Do total investido, cerca de R$ 18,6 milhões foram direcionados ao CRA da 62ª emissão, enquanto o CRA FERTZ recebeu R$ 6 milhões. Outros R$ 2,9 milhões foram destinados ao CRA GT Foods e R$ 3,1 milhões às cotas do Up North Fiagro.
O fundo também monetizou integralmente sua posição no CRA Carteira 59ª Emissão, após a recompra do lastro pelo cedente, gerando aproximadamente R$ 4 milhões. Além disso, recebeu novas amortizações referentes à 56ª emissão, no valor de aproximadamente R$ 1 milhão.
Com a nova composição da carteira, a taxa média dos créditos subiu para aproximadamente CDI + 5,1%, ante CDI + 3,9% em junho. A duration da carteira ficou próxima de 3,6 anos, enquanto o caixa representava cerca de 5% do patrimônio líquido ao fim de julho.
ROCA11 entrega 93% do CDI no mês e prepara início das distribuições
A cota patrimonial do ROCA11 registrou alta de 1,13% em julho, equivalente a 93% do CDI no período. Segundo a gestão, esse foi o primeiro mês cheio após a segunda emissão sem efeitos não recorrentes.
No acumulado de 2026, a valorização da cota patrimonial chega a 3,67%, equivalente a 61% do CDI. Quando excluído o efeito não recorrente relacionado à emissão de junho, a rentabilidade acumulada sobe para 5,88%, ou 98% do CDI.

O patrimônio líquido do fundo terminou julho em R$ 41,43 milhões, com 95% dos recursos já direcionados para ativos. A gestão passa agora a concentrar esforços na administração da carteira formada após a conclusão da alocação.
Entre as prioridades estão a gestão ativa das posições, a reciclagem dos vencimentos de curto prazo ainda presentes na 56ª emissão e a pulverização do risco entre os diferentes devedores dos títulos.
A gestão também destaca a preparação para o início das distribuições de rendimentos aos cotistas, em um cenário que considera construtivo para o crédito do agronegócio, embora os juros ainda permaneçam em patamar restritivo.
Fiagro mantém retorno implícito de CDI + 5,1% em cenário de diferentes preços
A análise de sensibilidade apresentada pelo fundo mostra como mudanças no preço da cota alterariam o yield implícito da carteira em relação ao CDI. No cenário de cota negociada a R$ 9,84, equivalente a um desconto de 5% sobre o valor patrimonial de referência, o retorno projetado seria de CDI + 6,5%.
Com uma cotação de R$ 10,10, ou deságio de 2,5%, o yield implícito cai para CDI + 5,8%. Já no cenário de negociação pelo valor patrimonial, com a cota em R$ 10,36, o retorno estimado é de CDI + 5,1%.
Caso a cota seja negociada com prêmio de 2,5%, a R$ 10,62, o yield implícito recuaria para CDI + 4,4%. Em um cenário de prêmio de 5%, com a cota a R$ 10,88, o retorno indicado seria de CDI + 3,8%.
A sensibilidade evidencia, portanto, a relação entre o preço pago pela cota e o retorno implícito da carteira de crédito. Quanto maior o preço em relação ao patrimônio, menor tende a ser o yield obtido pelo investidor sobre os ativos que compõem o fundo.