O fiagro ROCA11 anunciou a distribuição de R$ 0,15 por cota referente aos resultados de setembro de 2026. Considerando a cota de fechamento em R$ 10,43, o rendimento corresponde a um dividend yield de 1,44% no mês.

Na comparação com o CDI, o rendimento equivale a 133% do indicador no período. Em termos anualizados, a manutenção de um yield mensal de 1,44% corresponderia a um retorno de aproximadamente 17,3% ao ano, sem considerar eventual variação no preço da cota.

O valor distribuído mantém o patamar de R$ 0,15 por cota observado pelo ROCA11 nos pagamentos recentes.

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O ROCA11 é um Fiagro da Ceres Investimentos, voltado para operações de crédito ligadas ao agronegócio. Em julho, após a conclusão da segunda emissão, o fundo havia elevado sua alocação para cerca de 95% do patrimônio líquido, com uma carteira que alcançava remuneração média próxima de CDI + 5,1%.

ROCA11 rende 1,30% em agosto

O ROCA11 encerrou agosto com uma carteira mais pulverizada após uma série de movimentações realizadas ao longo do mês. O número de posições passou de seis para 15, enquanto a maior exposição individual caiu de 44,8% para 15,1% do patrimônio líquido (PL).

O movimento envolveu a redução de posições mais concentradas. O fundo vendeu parcialmente R$ 4,3 milhões do CRA ACP e recebeu R$ 14,7 milhões por meio de recompras de lastro da 62ª Emissão. Os recursos foram direcionados para novas operações e ativos com diferentes perfis de risco e liquidez.

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Entre as novas alocações estão R$ 6,3 milhões na nova série da 59ª Emissão, com remuneração de CDI + 6,50% ao ano, além do CRA Esteio, da 66ª Emissão. O fundo também destinou R$ 12 milhões às carteiras pulverizadas das 67ª e 72ª emissões, com remuneração entre CDI + 4,00% e CDI + 4,25% ao ano.

Outra frente de diversificação foi a entrada em uma cesta de CRAs corporativos líquidos, com exposição a Marfrig, Camil, Minerva e Cocal, em um investimento de R$ 3 milhões. Segundo o fundo, a posição contribui para ampliar a diversificação de emissores e também para a gestão de liquidez da carteira.

Com as movimentações, o ROCA11 terminou agosto com 98,7% do PL alocado e apenas 1,3% mantido em caixa. O patrimônio líquido chegou a R$ 41,97 milhões, enquanto a cota patrimonial encerrou o mês em R$ 10,49.

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Fiagro supera CDI em agosto e acelera liquidez no mercado secundário

A cota patrimonial do ROCA11 teve alta de 1,30% em agosto, equivalente a 119% do CDI no período. Foi o segundo mês do ano em que o fundo superou o benchmark, depois de maio, quando o desempenho correspondeu a 141% do CDI, e o primeiro desde a segunda emissão a refletir integralmente o carrego da carteira já alocada.

No acumulado de 2026, o fundo registra valorização de 5,02%, correspondente a 70% do CDI. Desconsiderando o efeito não recorrente relacionado à emissão realizada em junho, o retorno sobe para 7,26%, ou 101% do CDI.

A carteira encerrou o mês com taxa média de aproximadamente CDI + 4,4% ao ano e duration de cerca de 2,6 anos. Com a maior parte dos recursos já alocada, a gestão passa a concentrar esforços na administração das posições, na reciclagem de ativos com vencimentos próximos e na preparação para o início das distribuições de rendimentos.

Nesse processo, as carteiras das 67ª e 72ª emissões, com vencimento previsto para julho de 2027, estão entre os ativos que deverão passar por reciclagem nos próximos períodos. O fundo também mantém 100% dos ativos alocados indexados ao CDI, após a repactuação da 56ª Emissão para CDI + 7,00% ao ano.