O Fiagro ROCA11 iniciou suas distribuições de rendimentos em setembro e anunciou um segundo pagamento de R$ 0,15 por cota, referente ao resultado de setembro de 2026. O pagamento foi feito em 16 de outubro, isento de Imposto de Renda para pessoas físicas.

Considerando a cotação de mercado de R$ 10,43 no fechamento de setembro, o rendimento corresponde a um dividend yield mensal de 1,44%, equivalente a aproximadamente 18,7% ao ano em uma projeção anualizada. Em relação à cota patrimonial, de R$ 10,45, o retorno mensal é de 1,43%.

O primeiro pagamento do fundo também foi de R$ 0,15 por cota, realizado em 16 de setembro, referente ao resultado de agosto. Naquele mês, o ROCA11 distribuiu R$ 600 mil aos investidores, com data-base em 8 de setembro.

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Em setembro, a cota patrimonial encerrou o mês em R$ 10,45, com queda de 0,37%. Considerando a distribuição de rendimentos, porém, o retorno total do fundo foi positivo em 1,06%, equivalente a 98% do CDI no período.

No acumulado de 2026, o retorno patrimonial com proventos foi de 6,12%, correspondente a 73% do CDI. Excluindo o efeito não recorrente da segunda emissão de cotas, realizada em junho, o retorno acumulado sobe para 8,39%, equivalente a 101% do CDI.

ROCA11 aumenta taxa média da carteira para CDI mais 4,6%

Em setembro, o ROCA11 concluiu uma rotação de sua carteira de Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs). O fundo vendeu posições em Cocal, Marfrig e Minerva 179ª Emissão, após receber os juros semestrais dos dois últimos ativos, e direcionou os recursos para a aquisição do CRA Carteira 63ª Emissão, da Ceres Securitizadora.

A nova posição recebeu um investimento de aproximadamente R$ 2,68 milhões e oferece remuneração de CDI mais 7% ao ano, com vencimento previsto para novembro de 2027. O título tem como lastro uma carteira pulverizada de insumos.

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O período também foi marcado por amortizações de outras posições. A 59ª emissão amortizou aproximadamente R$ 960 mil e pagou R$ 240 mil em juros, enquanto a 72ª emissão teve amortização de R$ 50 mil.

Com as movimentações, a taxa média da carteira passou de CDI mais 4,4% para CDI mais 4,6% ao ano. Ao final de setembro, 98,4% do patrimônio líquido estava alocado, com prazo médio de duração (duration) de aproximadamente 2,4 anos.

Fiagro amplia liquidez e mais que triplica base de cotistas

O ROCA11 também apresentou avanço na negociação das cotas no mercado secundário. Em setembro, o fundo registrou negócios em todos os 21 pregões do mês, ante participação em 81% das sessões de agosto. O volume negociado em cotas ficou 11% acima do registrado no mês anterior.

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A cota de mercado encerrou setembro a R$ 10,43, com valorização de 1,4% em relação ao fechamento de agosto, mesmo após passar a ser negociada sem direito ao rendimento em 9 de setembro.

Com isso, o preço de mercado convergiu para a cota patrimonial de R$ 10,45, e a relação entre preço e valor patrimonial (P/VP) passou de 0,98 vez para 1 vez.

A base de investidores também cresceu no período, passando de 69 para 235 cotistas. Para o último trimestre do ano, a gestão estabeleceu como prioridades manter a regularidade das distribuições, ampliar a liquidez das cotas e reciclar posições com vencimentos mais próximos, especialmente os CRAs com vencimento entre julho e novembro de 2027.

Ao final de setembro, o patrimônio líquido do fundo era de R$ 41,81 milhões. A posição em caixa aplicada em Tesouro Selic correspondia a 1,8% do patrimônio líquido.