O fundo imobiliário HSLG11 (HSI Logística) anunciou nesta sexta-feira (9) que a Casas Bahia deixou de pagar R$ 4,3 milhões em aluguéis referentes a setembro. Diante da inadimplência, o fundo imobiliário ajuizou uma ação de despejo por falta de pagamento contra a varejista, conforme fato relevante divulgado ao mercado.
O pagamento, no valor exato de R$ 4.303.920,14, venceu em 7 de outubro. A cobrança envolve dois centros logísticos ocupados pela Casas Bahia, localizados em Contagem (MG) e São José dos Pinhais (PR).
A ação judicial foi ajuizada em 8 de outubro, um dia após o vencimento. Segundo a administradora e a gestora, a medida busca resguardar os interesses dos cotistas, sem descartar outras providências judiciais ou extrajudiciais.
Casas Bahia concentra 31% da receita
A inadimplência ocorre após o pedido de recuperação judicial da Casas Bahia, apresentado em agosto. Na ocasião, fundos imobiliários com exposição à varejista registraram oscilações em suas cotas.
Segundo dados do relatório gerencial de julho, a Casas Bahia respondia diretamente por 27,6% da receita contratada do HSLG11. Considerando áreas sublocadas, cuja responsabilidade pelo pagamento permanece com a varejista, a participação alcançava 30,9%.
Os dois imóveis envolvidos possuem aproximadamente 166,2 mil metros quadrados de área bruta locável, conforme informações divulgadas anteriormente sobre os empreendimentos. O imóvel de Contagem reúne cerca de 92 mil metros quadrados, enquanto o de São José dos Pinhais possui aproximadamente 74,2 mil metros quadrados.
Em 17 de agosto, após o pedido de recuperação judicial da Casas Bahia, o HSLG11 encerrou o pregão com queda de 4,35%, cotado a R$ 79,75.
HSLG11 não informa impacto nos dividendos
No fato relevante, a administração esclareceu que o aluguel não pago constitui crédito extraconcursal, por ter vencido após o pedido de recuperação judicial da locatária. Essa classificação significa que o crédito não se submete aos efeitos da recuperação judicial nas mesmas condições das dívidas anteriores ao processo.
O comunicado não apresenta estimativas sobre eventuais impactos nos próximos dividendos, tampouco informa prazo para recuperação dos valores. A administradora e a gestora do fundo imobiliário HSLG11 também não divulgaram previsão para conclusão da ação de despejo.

