O fundo imobiliário TRXF11 anunciou um programa de recompra de até 9,59 milhões de cotas, volume correspondente a 10% das unidades emitidas pelo fundo.

A iniciativa começa em 3 de novembro de 2026 e poderá permanecer ativa até 19 de outubro de 2027.

De acordo com comunicado, a estratégia busca aproveitar oportunidades em que as cotas estejam negociadas com desconto em relação ao valor patrimonial.

A proposta é utilizar os recursos disponíveis de forma eficiente e potencialmente gerar valor para os investidores.

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As aquisições serão realizadas na B3 pelo preço de mercado, desde que a cotação do fundo esteja abaixo do valor patrimonial por cota calculado no dia útil anterior à recompra.

O programa permite a aquisição de até 9.591.509 cotas. Após a compra, os papéis serão cancelados pela administradora, reduzindo o total de cotas em circulação.

TRXF11 aumenta resultado em 64,4% e fecha setembro com R$ 74,2 mi

O fundo imobiliário TRXF11 registrou em setembro um forte avanço no resultado, em meio à conclusão de uma nova etapa de expansão e diversificação do portfólio. O fundo registrou R$ 74,22 milhões de resultado no mês, ante R$ 45,15 milhões em agosto, uma alta de aproximadamente 64,4% em apenas um mês.

O avanço ocorreu no mesmo período em que o fundo concluiu sua 13ª emissão de cotas, que movimentou R$ 3,16 bilhões. A operação ampliou de forma significativa a escala do TRXF11 e permitiu a aquisição de ativos imobiliários de diferentes segmentos, regiões e perfis de ocupação.

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Segundo o relatório gerencial, R$ 2,63 bilhões das aquisições foram liquidados por meio da compensação de créditos dos vendedores pela subscrição de cotas, contribuindo para preservar o caixa do fundo.

Com a conclusão da oferta e a integração dos novos imóveis, o patrimônio investido pelo TRXF11 passou de R$ 9,77 bilhões em agosto para R$ 12,81 bilhões em setembro. O número de imóveis subiu de 123 para 129, enquanto a área bruta locável avançou de 1,49 milhão para 2,05 milhões de metros quadrados. A base de inquilinos também aumentou de 714 para 1.375, reforçando o processo de diversificação da carteira.

A transformação também alterou a composição das receitas do fundo. A logística passou a ser o principal segmento, respondendo por 49,11% da receita, seguida pelo varejo, com 33,42%, e pelos shopping centers, com 5,18%. Entre os locatários, o Mercado Livre assumiu a maior participação, com 14,94% da receita de aluguel, enquanto os multilocatários logísticos responderam por 14,19%.

Mesmo com a expansão do portfólio, o TRXF11 manteve a distribuição em R$ 0,93 por cota, equivalente a uma rentabilidade mensal de 1,30% e anualizada de 15,55%, segundo os dados apresentados pela gestão. Para os próximos 12 meses, a previsão de rendimentos permanece entre R$ 0,90 e R$ 0,93 por cota.

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FII combina expansão com reciclagem de ativos

Paralelamente ao crescimento provocado pela 13ª emissão, o TRXF11 manteve sua estratégia de reciclagem do portfólio. Em setembro, o fundo concluiu a venda de uma loja do Grupo Pão de Açúcar em Goiânia (GO) e de um portfólio de 15 imóveis, que inclui agências locadas à Caixa Econômica Federal, além de centro comercial e lojas do Extra.

As operações fazem parte da estratégia de realização de ganhos em ativos considerados maduros ou táticos e posterior reinvestimento dos recursos.

A gestão segue, inclusive, conduzindo negociações para novas alienações, em linha com a meta anteriormente comunicada de vender aproximadamente R$ 500 milhões em ativos imobiliários ao longo do semestre.

Ao mesmo tempo, o fundo realizou novas alocações, entre elas um investimento de R$ 93,1 milhões no MVFI11, veículo que detém o Edifício MV9, no Rio de Janeiro.

O imóvel possui 15.174 m² de ABL e a operação apresenta cap rate estimado de 12,32% ao ano, além de mecanismo de garantia de renda por 24 meses para as áreas atualmente desocupadas.