O fundo imobiliário XPLG11 faz parte do grupo dos grandes FIIs de logística da bolsa brasileira, ao lado de HGLG11 e BTLG11, com patrimônio líquido de R$ 5,4 bilhões. A carteira reúne galpões industriais e logísticos espalhados por diferentes estados.

Segundo a Status Invest, o fundo imobiliário XPLG11 tem 347.304 cotistas e liquidez média diária de R$ 8,7 milhões. Negociadas a R$ 101,41, as cotas aparecem com desconto diante do valor patrimonial de R$ 105,03, o que resulta em P/VP de 0,96. 

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O dividend yield acumulado em 12 meses é de 9,84%, e o último rendimento informado foi de R$ 0,82 por cota.

O FII XPLG11 adota gestão ativa e concentra os investimentos em propriedades voltadas a operações logísticas e industriais. 

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Conforme o relatório gerencial de setembro de 2026, 97% dos ativos estavam alocados em imóveis, 2% em cotas de outros FIIs e 1% em aplicações financeiras.

A carteira reunia 31 condomínios logísticos, cerca de 1,72 milhão de metros quadrados de área construída e 96 locatários. São Paulo concentrava 62% da área, seguido por Minas Gerais, com 12,5%, Rio Grande do Sul, com 8,4%, Rio de Janeiro, com 7,8%, Pernambuco, com 5,7%, e Santa Catarina, com 3,5%.

Quem são os inquilinos do XPLG11

Entre os principais locatários do fundo XPLG11, o Mercado Livre respondia por 22% da receita imobiliária, seguido por Leroy Merlin, com 8%, e Renner, com 6%. Por atividade, o varejo representava 57% das receitas de locação, enquanto o segmento logístico concentrava 11%.

Na estrutura contratual, 57% da receita vinha de contratos típicos, aqueles em que o imóvel já existe e é alugado nas condições usuais de mercado, e 43% de contratos atípicos, geralmente ligados a imóveis construídos sob medida ou com cláusulas mais rígidas. Os reajustes estavam atrelados ao IPCA em 91% dos contratos e ao IGP-M nos 9% restantes, com prazo médio ponderado de 4,9 anos.

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A vacância física, que mede a proporção de área desocupada, recuou de 4,1% em agosto para 3,8% em setembro. No período, duas novas locatárias contrataram espaços no empreendimento HGLG WL, somando 3.353 metros quadrados proporcionais à participação do fundo.

Dividendos e riscos do XPLG11

Os dividendos do XPLG11 se mantiveram em R$ 0,82 por cota ao mês entre outubro de 2025 e setembro de 2026. 

Para o restante de 2026, a gestão projetava rendimentos do XPLG11 entre R$ 0,75 e R$ 0,85 por cota, sem garantia de concretização.

Vale lembrar que o P/VP de 0,96 compara o preço de mercado da cota ao seu valor patrimonial. Um número abaixo de 1 indica que a cota é negociada por um pouco menos do que o patrimônio registrado pelo fundo.

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Como todo fundo imobiliário, o XPLG11 está sujeito a riscos que podem afetar os resultados e o valor das cotas. 

Um ponto de atenção é a concentração de receitas em poucos locatários, com o Mercado Livre sozinho respondendo por mais de um quinto da receita imobiliária. A saída de um grande inquilino ou o aumento da vacância reduzem a arrecadação de aluguéis.

Há ainda o risco de mercado, já que o preço das cotas oscila na bolsa, e o risco ligado aos juros, que influenciam tanto a atratividade dos dividendos quanto o custo de eventuais dívidas. 

Como os contratos são reajustados por IPCA e IGP-M, os resultados ficam sensíveis ao comportamento desses índices. As projeções de rendimento divulgadas pela gestão são estimativas e podem mudar conforme as condições do portfólio e da economia.

Este conteúdo tem caráter informativo sobre o fundo imobiliário XPLG11 e não constitui recomendação de investimento.