A área cultivada brasileira pode alcançar 85,3 milhões de hectares na safra 2026/27, enquanto a produção nacional de grãos está estimada em 366,6 milhões de toneladas, segundo projeções da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A perspectiva de expansão da atividade agrícola reforça a importância das terras produtivas para o agronegócio e cria um gancho para o SNFZ11, fundo imobiliário com exposição direta a propriedades rurais em Mato Grosso.
O avanço projetado da área cultivada evidencia a dimensão territorial necessária para sustentar a produção de grãos no país. A disponibilidade de terras, as condições de cultivo e a capacidade de utilização das propriedades são fatores importantes para a expansão da atividade agrícola.
A estimativa de produção também dimensiona a escala do setor. Com centenas de milhões de toneladas previstas, o agronegócio brasileiro depende de uma estrutura que envolve áreas de plantio, infraestrutura logística, armazenagem e recursos destinados ao desenvolvimento das lavouras.
Nesse cenário, a terra assume importância não apenas como meio de produção, mas também como ativo patrimonial. Sua relevância econômica está relacionada a fatores como localização, qualidade do solo, disponibilidade de água, infraestrutura e potencial de exploração agrícola.
A conexão com o SNFZ11 está na composição de seu portfólio: o fundo possui seis fazendas em Mato Grosso, com aproximadamente 3.160 hectares, dos quais cerca de 1.060 hectares são irrigados. A expansão projetada para a agricultura brasileira ajuda a contextualizar o mercado em que estão inseridos esses ativos, embora o crescimento da área cultivada não determine, por si só, a valorização das propriedades do fundo.
Fundo conclui compra de três fazendas no MT e chega a 16 mil cotistas
SNFZ11 concluiu, em julho, a aquisição de três novas propriedades rurais no Mato Grosso, em um movimento que amplia a exposição do fundo ao mercado de terras agrícolas. Com a operação, o portfólio passou a reunir seis fazendas e três CRAs, totalizando nove ativos.
As novas propriedades são as fazendas Panteão, Berrante e Guaraipós. Com a conclusão das aquisições, a exposição do fundo em imóveis rurais chegou a R$ 306,8 milhões, equivalente a 256,3% do patrimônio líquido.
Todas as fazendas estão arrendadas para a Jequitibá Agro, mantendo a vacância física e financeira do portfólio em zero. A estratégia combina a valorização patrimonial das terras agrícolas com a geração de renda recorrente dos contratos de arrendamento e dos CRAs.
Fiagro amplia exposição a terras agrícolas no Mato Grosso
A expansão também veio acompanhada de crescimento da base de investidores. O fundo encerrou o período com 15.785 cotistas, novo recorde histórico, após a entrada de 564 novos investidores durante o mês.
A terceira oferta pública do SNFZ11, por sua vez, movimentou R$ 51,8 milhões, recursos utilizados para viabilizar a aquisição das três propriedades. Segundo a gestão, a captação representou crescimento de quase 50% do patrimônio do fundo.
Com o movimento, o SNFZ11 também ultrapassou a marca de 16 mil investidores, segundo a comunicação da Suno Asset, tornando-se o maior veículo do segmento em número de cotistas, de acordo com a gestora.
Em Nova Lacerda (MT), estão as fazendas Guaraipós, com 2.242 hectares, dos quais 1.319,23 hectares são de área útil, e Berrante, com 1.164 hectares e 722,98 hectares úteis.
Já a Fazenda Panteão, com 317 hectares e 96,63 hectares de área útil, está localizada em Gaúcha do Norte (MT), região onde o fundo já possui as fazendas Coliseu.


