O fundo imobiliário SNEL11 iniciou outubro com forte movimentação no mercado secundário. Na sessão desta quinta-feira (1º), o fundo registrou R$ 7,27 milhões em volume negociado. segundo os dados de mercado.

A cota encerrou o dia em R$ 7,97, com queda de 0,87%, após oscilar entre R$ 7,90 e R$ 8,08. O volume negociado reforça o aumento da liquidez do fundo, que vem ganhando escala após a conclusão de sua quinta emissão de cotas.

O movimento de outubro ocorre na sequência de um setembro de forte negociação. O SNEL11 movimentou R$ 138,4 milhões ao longo do mês, com média diária de aproximadamente R$ 6,92 milhões, mais que o dobro do volume médio diário registrado em agosto.

A liquidez também foi impulsionada por sessões de negociação mais intensa. Em 10 de setembro, por exemplo, o fundo movimentou cerca de R$ 19,9 milhões em um único pregão, enquanto o mês terminou com a cota em R$ 8,04.

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O aumento do giro ocorre em paralelo à expansão do fundo após a captação de R$ 1,01 bilhão em sua quinta emissão e ao crescimento da base de investidores, que ultrapassou 140 mil cotistas no fim de setembro.

SNEL11 supera 140 mil cotistas e se consolida entre os FIIs mais populares

O SNEL11 ultrapassou a marca de 140 mil cotistas, em mais um avanço expressivo da base de investidores do fundo imobiliário voltado à geração distribuída de energia solar. O novo recorde foi alcançado poucos dias depois de o fundo superar os 135 mil investidores, em 22 de setembro.

O crescimento da base ocorre em paralelo à expansão do patrimônio do SNEL11. Nesta terça, a Suno Asset participou da abertura do pregão da B3 para celebrar a quinta emissão de cotas do fundo, que movimentou aproximadamente R$ 1,01 bilhão — a primeira oferta da gestora a superar a marca de R$ 1 bilhão.

Com a nova captação, o SNEL11 chegou ao evento com patrimônio líquido de aproximadamente R$ 1,89 bilhão e mais de 140 mil cotistas, segundo dados apresentados pela Suno. O fundo registra ainda dividend yield informado pela gestora de 15,38% ao ano.

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A evolução da base chama atenção pelo ritmo registrado em 2026. Em janeiro, o SNEL11 tinha cerca de 65 mil investidores. Desde então, foram adicionados aproximadamente 75 mil cotistas, o que representa um crescimento de cerca de 115% em pouco mais de oito meses.

O avanço acompanha a expansão da estratégia do fundo no segmento de geração distribuída de energia solar. O SNEL11 investe na aquisição e operação de usinas fotovoltaicas, com contratos de locação de longo prazo vinculados aos projetos.

SNEL11 reduz exposição a obras e prioriza usinas já operacionais

Durante a abertura do pregão da B3, Vitor Duarte, CIO da Suno Asset, destacou a transformação da estratégia do SNEL11 ao longo das emissões. Segundo ele, o fundo passou a reduzir gradualmente a exposição ao desenvolvimento de projetos e direcionar os recursos para usinas que já estão prontas e em operação.

“O SNEL11 começou como um fundo pequeno, fazendo obra. Com o tempo, a gente foi dando uma ‘cara’ para ele menos arriscada, menos com risco de atraso de obra, que talvez seja o maior problema desse segmento. Então, desde a terceira oferta, a gente vem alocando capital em usinas já performadas, em usinas já prontas”, afirmou.

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A mudança de estratégia ocorre em um momento de forte expansão do portfólio. O SNEL11 encerrou agosto com 37 usinas em operação, somando aproximadamente 149,4 MWp de capacidade instalada.

Em setembro, o fundo formalizou ainda a aquisição de 28 novos projetos de geração distribuída, que acrescentam 116,68 MWp de capacidade ao portfólio, em uma transação de aproximadamente R$ 565 milhões.

Com os ativos adquiridos e os recursos levantados na quinta emissão disponíveis para novas operações, Duarte afirmou que o portfólio poderá alcançar o equivalente a 400 MWp de capacidade. Segundo o executivo, esse volume seria suficiente para atender energeticamente cerca de 100 mil residências.