A comercialização da safrinha de milho de 2026 alcançou 56% da produção estimada para o Centro-Sul, de 98,19 milhões de toneladas, segundo levantamento da Safras & Mercado. Em Mato Grosso, principal estado produtor do cereal, o percentual chega a 63,4%, indicando um ritmo mais avançado de negócios e reforçando a relevância econômica da produção agrícola para o estado onde estão concentradas as propriedades do SNFZ11.

O avanço da comercialização mostra que uma parcela expressiva do milho produzido no ciclo já encontrou compradores. A movimentação envolve produtores, tradings, indústrias e demais agentes da cadeia, criando um fluxo financeiro que acompanha a saída da produção das propriedades rurais.

No Centro-Sul, a estimativa da Safras & Mercado aponta para uma produção de 98,188 milhões de toneladas na safrinha de 2026. Desse volume, 56% já haviam sido comercializados no levantamento divulgado em 5 de outubro.

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Mato Grosso aparece com um ritmo ainda mais acelerado. O estado alcançou 63,4% de comercialização, acima da média de 56% registrada no Centro-Sul, evidenciando a intensidade das negociações envolvendo o milho produzido na região.

Para o SNFZ11, o dado ganha relevância pela localização de seu portfólio. O fundo possui seis fazendas em Mato Grosso, que somam aproximadamente 3.160 hectares, sendo cerca de 1.060 hectares irrigados, mantendo exposição direta ao mercado de terras agrícolas e à dinâmica produtiva do estado.

Fundo conclui compra de três fazendas no MT e chega a 16 mil cotistas

SNFZ11 (Suno Fazendas) concluiu, em julho, a aquisição de três novas propriedades rurais no Mato Grosso, em um movimento que amplia a exposição do fundo ao mercado de terras agrícolas. Com a operação, o portfólio passou a reunir seis fazendas e três CRAs, totalizando nove ativos.

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As novas propriedades são as fazendas Panteão, Berrante e Guaraipós. Com a conclusão das aquisições, a exposição do fundo em imóveis rurais chegou a R$ 306,8 milhões, equivalente a 256,3% do patrimônio líquido.

Todas as fazendas estão arrendadas para a Jequitibá Agro, mantendo a vacância física e financeira do portfólio em zero. A estratégia combina a valorização patrimonial das terras agrícolas com a geração de renda recorrente dos contratos de arrendamento e dos CRAs.

Fiagro amplia exposição a terras agrícolas no Mato Grosso

A expansão também veio acompanhada de crescimento da base de investidores. O fundo encerrou o período com 15.785 cotistas, novo recorde histórico, após a entrada de 564 novos investidores durante o mês.

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A terceira oferta pública do SNFZ11, por sua vez, movimentou R$ 51,8 milhões, recursos utilizados para viabilizar a aquisição das três propriedades. Segundo a gestão, a captação representou crescimento de quase 50% do patrimônio do fundo.

Com o movimento, o SNFZ11 também ultrapassou a marca de 16 mil investidores, segundo a comunicação da Suno Asset, tornando-se o maior veículo do segmento em número de cotistas, de acordo com a gestora.

Em Nova Lacerda (MT), estão as fazendas Guaraipós, com 2.242 hectares, dos quais 1.319,23 hectares são de área útil, e Berrante, com 1.164 hectares e 722,98 hectares úteis.

Já a Fazenda Panteão, com 317 hectares e 96,63 hectares de área útil, está localizada em Gaúcha do Norte (MT), região onde o fundo já possui as fazendas Coliseu.