O fundo imobiliário SNME11 informou ao mercado uma nova distribuição de rendimentos aos seus cotistas. Segundo comunicado divulgado pela gestão, o pagamento será de R$ 0,15 por cota, com data-base marcada para 15 de junho de 2026.

O valor representa uma alta de 50% em relação à distribuição anterior, de R$ 0,10 por cota, anunciada com base nos resultados de abril.

Terão direito aos proventos os investidores posicionados no fundo ao fim do pregão da data-base. As cotas passam a ser negociadas na condição de "ex-dividendos" a partir do pregão seguinte.

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O pagamento dos rendimentos está previsto para ocorrer em 25 de junho de 2026, diretamente na conta das corretoras dos cotistas habilitados.

Considerando o preço de fechamento da cota em maio, de R$ 9,50, a distribuição corresponde a um dividend yield mensal de aproximadamente 1,58%. Em termos anualizados, o retorno equivale a cerca de 18,95% ao ano.

Dividendos de FIIs seguem isentos de Imposto de Renda

Um dos principais atrativos dos fundos imobiliários para investidores pessoa física é a isenção de Imposto de Renda sobre os rendimentos distribuídos, desde que sejam observadas as regras previstas na legislação vigente.

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Atualmente, os dividendos pagos pelos FIIs negociados em Bolsa permanecem livres de tributação para pessoas físicas, o que contribui para elevar a atratividade desses produtos em comparação com aplicações sujeitas à incidência de IR, especialmente em cenários de juros elevados.

Giro da carteira do SNME11 marcou os resultados mais recentes

No relatório gerencial mais recente, referente a abril, o SNME11 registrou resultado distribuível de aproximadamente R$ 1,08 milhão, mantendo, naquele período, a distribuição de R$ 0,10 por cota.

A carteira do fundo segue majoritariamente alocada em fundos imobiliários, que representam cerca de 69% do patrimônio, enquanto os CRIs respondem por aproximadamente 13% e o caixa por 17%.

Segundo a gestão, o fundo também realizou movimentações táticas no mercado secundário, vendendo cerca de R$ 2,6 milhões em posições de FIIs para capturar ganhos em ativos considerados mais bem precificados.