FII perde parte de locação de banco e prevê impacto de R$ 0,88 por cota

FII perde parte de locação de banco e prevê impacto de R$ 0,88 por cota
FII perde parte de locação de banco e prevê impacto de R$ 0,88 por cota (Foto: Pixabay)

O fundo imobiliário RBOP11 (Rio Bravo Oportunidades Imobiliárias) recebeu uma notificação do Banco Mercantil do Brasil para a rescisão antecipada de parte do contrato de locação no Edifício Bravo! BH, em Belo Horizonte. A desocupação está prevista para 28 de novembro e terá impacto negativo estimado de aproximadamente R$ 0,88 por cota no resultado mensal do fundo imobiliário, segundo a gestão.

O banco deixará 1.463,77 m² dos 2.149,94 m² que ocupa atualmente no empreendimento. A área devolvida corresponde a aproximadamente 68% do espaço ocupado pelo locatário.

O Banco Mercantil representa 25% da receita imobiliária do RBOP11 e continuará pagando os aluguéis devidos até o término de sua permanência no imóvel, além das multas contratuais previstas.

Segundo o fato relevante, a decisão está relacionada à estratégia do banco de concentrar suas atividades operacionais em outro imóvel já ocupado pela instituição. A rescisão é parcial, portanto, e o Banco Mercantil continuará ocupando parte do Bravo! BH após a devolução das áreas.

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Vacância do Bravo! BH chegará a 83,57%

Com a desocupação parcial, a vacância física do Edifício Bravo! BH passará para 83,57%, conforme informado pelo RBOP11. Antes da nova rescisão, as áreas vagas correspondiam a cerca de 70% da área física do empreendimento.

O fato relevante também apresenta um indicador diferente para o portfólio do FII. Com a desocupação prevista para novembro, a vacância física projetada do RBOP11 passará para 79,05%.

A gestão informou que mantém esforços para comercializar as áreas disponíveis no Bravo! BH. Entre as estratégias estão a oferta de espaços prontos para locação e de áreas em formato open space, que podem ser adaptadas às necessidades dos futuros locatários.

Segundo a Rio Bravo, a equipe de gestão imobiliária continuará atuando com corretores e empresas locais na busca por novos ocupantes para as áreas disponíveis.

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Multa terá impacto positivo de R$ 1,65 por cota

A rescisão antecipada dará origem ao pagamento de multa contratual. De acordo com o fato relevante, a multa terá impacto positivo estimado de R$ 1,65 por cota no resultado do RBOP11.

Esse valor não corresponde, porém, a um rendimento de R$ 1,65 por cota aos cotistas. O fundo informou que divulgará posteriormente mais informações sobre o recebimento da multa e a estratégia de distribuição do valor recebido.

Em relação ao efeito recorrente da desocupação, a gestão estima impacto negativo de aproximadamente R$ 0,88 por cota no resultado mensal do fundo. O efeito ocorrerá a partir da desocupação, marcada para 28 de novembro.

Até o fim do período de permanência, o Banco Mercantil continuará responsável pelos aluguéis previstos no contrato. Após a devolução parcial, a gestão do fundo imobiliário seguirá buscando novos locatários para as áreas disponíveis no Edifício Bravo! BH e informou que manterá os cotistas e o mercado atualizados sobre avanços comerciais e novas locações.

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foto: Marcelo Monteiro
Marcelo Monteiro

Formado pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), em 1996, Marcelo Monteiro tem três décadas de carreira como jornalista. No currículo, inclui passagens e colaborações em veículos como Zero Hora, Correio Braziliense, Valor Econômico, InfoMoney, Gazeta Mercantil, Placar, Diário Catarinense, Fut!, Hoje em Dia e Diário de S.Paulo. É autor dos livros "U-507 - O submarino que afundou o Brasil na Segunda Guerra Mundial" (2012) e "U-93 - A entrada do Brasil na Primeira Guerra Mundial" (2014). Dirigiu os documentários "Delírios - Filosofia e reflexão no túnel da morte" (2021) e "Além do Limite - Quando a meta é sobreviver" (2022)

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