Coproduto do etanol de milho pode superar 15 mi até 2030; SNFZ11 acompanha
Produção brasileira de DDG, coproduto do etanol de milho utilizado principalmente na alimentação animal, pode superar 15 milhões de toneladas até 2030, segundo projeção da União Nacional do Etanol de Milho (Unem).
A expansão acompanha o crescimento das biorrefinarias e reforça a importância do milho na cadeia do agronegócio — cenário que se conecta à estratégia do SNFZ11, que possui exposição a terras produtivas em Mato Grosso, um dos principais polos nacionais da safrinha.
O DDG, sigla para Dried Distillers Grains, é obtido durante o processamento do milho para a produção de etanol. Rico em proteína e energia, o produto é utilizado na alimentação de bovinos, aves e suínos e vem ganhando espaço como fonte adicional de receita para as usinas.
A expansão do mercado ocorre paralelamente ao aumento do processamento de milho no país. Além de gerar etanol, a industrialização do cereal amplia o aproveitamento da matéria-prima e cria uma cadeia que envolve também óleo e ingredientes destinados à nutrição animal.
O movimento também começa a ganhar dimensão internacional. A China iniciou as compras de DDG brasileiro em fevereiro de 2026 e importou 262,1 mil toneladas até junho, tornando-se o principal destino das exportações brasileiras do produto no período. O Chile também autorizou a entrada do DDG nacional neste ano.
O crescimento desse produto acrescenta uma nova frente de demanda para o milho produzido no país. E é justamente nesse ponto que a safrinha ganha relevância para o SNFZ11, já que o fundo mantém suas propriedades agrícolas em Mato Grosso, estado que concentra importante parcela da produção brasileira do cereal.
Safrinha amplia o aproveitamento das terras do SNFZ11
A dinâmica da segunda safra é particularmente importante para o fundo porque o milho é cultivado após a soja, permitindo maior utilização das áreas agrícolas ao longo do ano. Em Mato Grosso, a produção de milho safrinha estimada para o ciclo 2025/26 chegou a aproximadamente 51,3 milhões de toneladas, segundo projeção da StoneX.
O modelo de sucessão entre soja e milho permite que a mesma área seja utilizada em diferentes momentos do calendário agrícola. Para fundos com exposição direta a terras produtivas, como o SNFZ11, essa dinâmica contribui para contextualizar a capacidade econômica das propriedades e sua inserção em regiões de elevada atividade agrícola.
Atualmente, o SNFZ11 possui seis fazendas em Mato Grosso, totalizando cerca de 3.160 hectares, sendo 1.060 hectares irrigados. O portfólio inclui propriedades em Gaúcha do Norte, Nova Lacerda e Paranatinga, municípios inseridos em importantes regiões produtoras do estado.
Em Gaúcha do Norte, onde estão três propriedades do fundo, a integração entre soja e milho safrinha já faz parte da dinâmica agrícola local. O modelo permite aproveitar a janela entre as culturas e manter a utilização das terras durante diferentes etapas do ciclo produtivo.
A relevância da safrinha também vai além da produção do grão. O milho produzido nessa etapa abastece diferentes cadeias, incluindo alimentação animal e etanol, criando múltiplos destinos para a produção e ampliando a conexão entre as terras agrícolas e a indústria de transformação.
DDG cria nova demanda para o milho brasileiro
O avanço do DDG reforça justamente essa diversificação. Conforme aumenta a produção de etanol de milho, cresce também a oferta do coproduto destinado à nutrição animal, criando uma cadeia integrada entre agricultura, energia e proteína animal.
A abertura de mercados externos adiciona outra frente de escoamento. Com China e Chile entre os destinos habilitados, a indústria brasileira passa a contar com maior variedade de mercados para o DDG, enquanto as biorrefinarias ampliam o aproveitamento econômico do milho processado.
Esse processo também pode estimular investimentos em estruturas associadas à cadeia, como armazenagem, logística, fábricas de ração e unidades de processamento. A própria expansão do DDG é apontada como um vetor de desenvolvimento de infraestrutura ao redor das biorrefinarias.
Qual a associação com o SNFZ11?
Para o SNFZ11, a conexão ocorre pela exposição às terras agrícolas que participam desse ciclo produtivo. O fundo não está diretamente exposto à produção de DDG, mas suas propriedades estão inseridas em uma região na qual o milho safrinha possui papel relevante e encontra demanda tanto na alimentação animal quanto na indústria de etanol.
Com isso, a projeção de mais de 15 milhões de toneladas de DDG até 2030 adiciona um novo componente à perspectiva de expansão da cadeia do milho no Brasil. Para o SNFZ11, a presença em Mato Grosso e a integração entre soja e safrinha mantêm as terras do fundo posicionadas dentro de um dos principais corredores de produção agrícola do país.