O CCME11 registrou alta de 3,21%, aos R$ 9,00, no primeiro pregão após o resultado do primeiro turno das eleições presidenciais de 2026.

O fundo também movimentou R$ 143 mil, em um dia marcado pela forte reação dos ativos

Nesse ambiente, o avanço de 3,21% do CCME11 representou uma valorização superior à do índice de referência dos fundos imobiliários.

A diferença evidencia que, embora o IFIX tenha acompanhado o movimento positivo, alguns fundos apresentaram reação mais intensa no pregão.

CCME11 acompanha recuperação dos fundos imobiliários

O IFIX encerrou o dia em 3.822,32 pontos, acumulando alta de 1,34%. O indicador também atingiu, no período, sua máxima mensal de 3.822,32 pontos, mostrando a força do movimento observado no segmento.

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A valorização do CCME11 ocorreu, portanto, em um contexto de recuperação mais ampla dos ativos imobiliários. O desempenho de 3,21% significa que o fundo avançou mais que o dobro da variação registrada pelo IFIX.

O volume de R$ 143 mil negociado pelo fundo também mostra que a alta veio acompanhada de movimentação efetiva no mercado.

A combinação entre valorização da cota e negócios realizados coloca o CCME11 entre os destaques do pregão observado.

A reação, contudo, ocorre em um momento de elevada sensibilidade política. Com a definição do segundo turno, os investidores passam a acompanhar não apenas a disputa presidencial, mas também as possíveis consequências do novo equilíbrio do Congresso para a condução econômica e fiscal.

FII sinaliza guidance de dividendos e investe R$ 72,4 mi em CRIs

O fundo imobiliário CCME11 anunciou uma estimativa de distribuição de rendimentos entre outubro e dezembro de 2026 na faixa de R$ 0,084 a R$ 0,088 por cota.

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O cenário-base da gestão considera a manutenção do pagamento de R$ 0,086 por cota, mesmo diante dos efeitos da menor inflação sobre parte da carteira de crédito.

Em 16 de setembro, o fundo distribuiu R$ 0,086 por cota aos investidores. Já o resultado de agosto foi de R$ 4,7 milhões, equivalente a R$ 0,069 por cota, segundo o relatório gerencial.

De acordo com a gestão, o resultado foi impactado principalmente pelo menor IPCA observado nos meses de julho e agosto, que reduziu as receitas dos CRIs atrelados à inflação. Ainda assim, o fundo afirma que o guidance para os próximos meses é compatível com as receitas recorrentes esperadas e não depende de ganhos não recorrentes.

Além disso, o CCME11 mantém uma reserva acumulada de R$ 7 milhões, equivalente a aproximadamente R$ 0,10 por cota, que ainda não foi distribuída aos investidores. A reserva funciona como uma margem para a política de distribuição do fundo diante de oscilações no resultado.

No portfólio de crédito, o fundo investiu R$ 72,4 milhões em dois novos CRIs adquiridos no mercado primário. Foram R$ 57,6 milhões no CRI Mello Alves, com remuneração de IPCA + 10,25% ao ano, e outros R$ 14,8 milhões no CRI TOPP11, a IPCA + 8,75% ao ano.