O Fiagro XPCA11 registrou prejuízo líquido de R$ 2,593 milhões em agosto de 2026, o equivalente a um resultado negativo de R$ 0,0570 por cota e uma queda de 56% ante o mês anterior. O desempenho foi impactado pela remarcação dos papéis ligados à Agrogalaxy, em meio ao processo de recuperação do crédito após a recuperação judicial da companhia.
Mesmo com o resultado negativo, o fundo distribuiu R$ 0,10 por cota aos investidores, mantendo o patamar dos rendimentos. O pagamento, feito em 15 de setembro aos cotistas posicionados ao final de agosto, totalizou R$ 4,552 milhões.
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A manutenção dos rendimentos do XPCA11 foi possível porque a gestão formou reservas contábeis nos meses anteriores, estratégia que busca reduzir eventuais impactos sobre a capacidade de sustentar as distribuições mensais. Sobre a cotação de R$ 7,52 no fechamento de agosto, o rendimento de R$ 0,10 por cota representou um dividend yield mensal de 1,33%, ou 17,18% anualizado, chegando a 20,21% com o gross-up de 15% adotado pela gestão. Os proventos são isentos de Imposto de Renda para a pessoa física dentro das condições da legislação aplicável aos Fiagros.
O que pesou no resultado do XPCA11
O fator por trás do prejuízo foi a remarcação dos papéis relacionados à Agrogalaxy, cujo crédito está em processo de recuperação após a recuperação judicial da companhia.
Nos 12 meses encerrados em agosto, o Fiagro XPCA11 acumulou resultado líquido de R$ 58,245 milhões, enquanto, no mesmo intervalo, distribuiu R$ 58,725 milhões em rendimentos aos investidores.
As novas operações de crédito do XPCA11
As movimentações de agosto ampliaram a diversificação da carteira. No mês, foram liquidadas três novas operações de crédito privado, que somaram R$ 26,85 milhões. Desse total, o fundo direcionou R$ 12,09 milhões ao CRA Botuverá, R$ 7 milhões ao CRA Agrion e outros R$ 7,76 milhões ao CRA Usina Santa Fé.
A operação com a Botuverá adicionou exposição a um produtor de grãos e pecuária em Gaúcha do Norte, no Mato Grosso, região que ainda não fazia parte do portfólio, enquanto a Agrion atua na fabricação de fertilizantes organominerais e atende usinas de açúcar e etanol em Minas Gerais e São Paulo. As duas operações foram originadas e estruturadas internamente, segundo a gestão.
Outra mudança foi a migração das CPRs sob gestão para os fundos Figtree OPP1 e OPP3, com aportes de R$ 22,25 milhões no primeiro e R$ 4,80 milhões no segundo, usando recursos do resgate do FIDC Crédito Agrícola e de parte do FIDC OPI Crédito Agrícola.
A composição da carteira do XPCA11
Após as movimentações, 67,5% dos ativos estavam em CRAs no fechamento de agosto. Os FIDCs ligados ao agronegócio correspondiam a 26,3% da carteira, enquanto os CRIs Agro representavam 1,7% e o caixa, 4,5%.
A maior parte dos ativos de crédito do fundo XPCA11 seguia vinculada ao CDI, indexador que respondia por 87,3% dessa parcela, ante 12,7% atrelados ao IPCA. Entre as principais exposições setoriais estavam indústria alimentícia, usinas de açúcar e etanol, cooperativas, grãos e insumos no XPCA11.


