A energia solar respondeu por 72,6% da expansão da capacidade elétrica brasileira entre janeiro e agosto de 2026, com 75 novas usinas fotovoltaicas entrando em operação e adicionando 3,52 GW ao sistema.

Os números da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) mostram que a fonte foi responsável pela maior parcela do crescimento da matriz no período, reforçando o ambiente de expansão em que está inserido o SNEL11.

No total, o Brasil acrescentou 4,85 GW de capacidade elétrica nos oito primeiros meses do ano. Além das usinas solares, entraram em operação seis termelétricas, três usinas eólicas, cinco pequenas centrais hidrelétricas e duas centrais geradoras hidrelétricas.

A participação da solar chama atenção pela distância em relação às demais fontes. Dos 4.852,78 MW adicionados à matriz até 31 de agosto, 3.520,93 MW vieram de centrais fotovoltaicas, segundo os dados oficiais da Aneel.

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O avanço também ocorreu em agosto, quando 15 centrais solares começaram a operar comercialmente, acrescentando 891 MW à capacidade instalada. O volume representou uma parcela expressiva dos 1.968,37 MW adicionados ao sistema somente naquele mês.

Para o SNEL11, o cenário reforça a importância da geração fotovoltaica dentro do mercado de infraestrutura energética. O fundo mantém exposição a ativos de geração solar e, portanto, está inserido em um segmento que vem ampliando sua participação na expansão da oferta elétrica brasileira.

Após captar R$ 1 bilhão, SNEL11 supera 140 mil cotistas

O SNEL11 ultrapassou a marca de 140 mil cotistas, em mais um avanço expressivo da base de investidores do fundo imobiliário voltado à geração distribuída de energia solar.

O novo recorde foi alcançado poucos dias depois de o fundo superar os 135 mil investidores, em 22 de setembro.

O crescimento da base ocorre em paralelo à expansão do patrimônio do SNEL11. Recentemente, o fundo teve quinta emissão de cotas, que movimentou aproximadamente R$ 1,01 bilhão — a primeira oferta da Suno Asset a superar a marca de R$ 1 bilhão.

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Com a nova captação, o SNEL11 chegou ao evento com patrimônio líquido de aproximadamente R$ 1,89 bilhão e mais de 140 mil cotistas, segundo dados apresentados pela Suno. O fundo registra ainda dividend yield informado pela gestora de 15,38% ao ano.

A evolução da base chama atenção pelo ritmo registrado em 2026. Em janeiro, o SNEL11 tinha cerca de 65 mil investidores. Desde então, foram adicionados aproximadamente 75 mil cotistas, o que representa um crescimento de cerca de 115% em pouco mais de oito meses.

O avanço acompanha a expansão da estratégia do fundo no segmento de geração distribuída de energia solar. O SNEL11 investe na aquisição e operação de usinas fotovoltaicas, com contratos de locação de longo prazo vinculados aos projetos.

FII reduz exposição a obras e prioriza usinas já operacionais

Vitor Duarte, CIO da Suno Asset, destacou a transformação da estratégia do SNEL11 ao longo das emissões. Segundo ele, o fundo passou a reduzir gradualmente a exposição ao desenvolvimento de projetos e direcionar os recursos para usinas que já estão prontas e em operação.

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“O SNEL11 começou como um fundo pequeno, fazendo obra. Com o tempo, a gente foi dando uma ‘cara’ para ele menos arriscada, menos com risco de atraso de obra, que talvez seja o maior problema desse segmento. Então, desde a terceira oferta, a gente vem alocando capital em usinas já performadas, em usinas já prontas”, afirmou.

A mudança de estratégia ocorre em um momento de forte expansão do portfólio. O SNEL11 encerrou agosto com 37 usinas em operação, somando aproximadamente 149,4 MWp de capacidade instalada.

Em setembro, o fundo formalizou ainda a aquisição de 28 novos projetos de geração distribuída, que acrescentam 116,68 MWp de capacidade ao portfólio, em uma transação de aproximadamente R$ 565 milhões.

Com os ativos adquiridos e os recursos levantados na quinta emissão disponíveis para novas operações, Duarte afirmou que o portfólio poderá alcançar o equivalente a 400 MWp de capacidade. Segundo