O fundo imobiliário IBBP11 anunciou a distribuição de R$ 0,0841 por cota, com pagamento previsto para 16 de outubro de 2026.

Terão direito aos proventos os investidores posicionados no fundo na data-base de 7 de outubro.

Considerando o preço de fechamento de setembro, de R$ 8,00 por cota, o rendimento corresponde a um dividend yield mensal de aproximadamente 1,05%.

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Vale ressaltar que os proventos são isentos de Imposto de Renda para pessoa física.

IBBP11 registra resultado de R$ 8,6 milhões e se aproxima de zerar vacância

O IBBP11, fundo imobiliário voltado ao segmento industrial, registrou em agosto um resultado líquido de R$ 8,596 milhões, enquanto manteve elevados os indicadores operacionais da carteira. A vacância física ficou em 1,3% da área bruta locável (ABL), equivalente a uma ocupação de 98,7% dos imóveis.

O desempenho ocorreu em um mês de maior pressão sobre o mercado de fundos imobiliários. Em agosto, o IFIX recuou 1,46%, em meio à permanência das curvas de juros nominais e reais em níveis elevados, à expansão fiscal e creditícia, à inflação ainda pressionada e à proximidade das eleições.

O segmento de fundos logísticos e industriais acompanhou a correção do mercado, mas apresentou um ajuste mais moderado. Com isso, manteve retorno positivo no acumulado do ano e continuou entre os segmentos considerados mais defensivos dentro dos fundos imobiliários de tijolo.

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Para o IBBP11, a gestão avalia que a queda recente do mercado não altera os fundamentos de longo prazo da carteira. O portfólio é marcado por contratos de prazo elevado, imóveis de qualidade e uma base diversificada de locatários, fatores que contribuem para maior previsibilidade dos fluxos de caixa.

Após a reprecificação observada nos últimos meses, o fundo negocia a 0,86 vez o valor patrimonial. O segmento industrial, por sua vez, apresenta dividend yield anualizado próximo de 10,5%, cenário que, na avaliação da gestão, melhora a relação entre risco e retorno e abre espaço para uma eventual valorização dos ativos no médio prazo.

FII IBBP11: vacância permanece baixa enquanto obras avançam

Entre os principais ativos da carteira, o Complexo Gaia e Extrema operam com 100% de ocupação. O Condomínio Barão de Mauá apresenta ocupação de 97,9%, enquanto o Centro Empresarial Atibaia está em 91,8%.

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As áreas atualmente disponíveis somam 3.517 metros quadrados, concentradas nos imóveis adquiridos do XPIN11. Segundo o fundo, as negociações com potenciais locatários seguem avançando, com algumas tratativas já em estágio considerado avançado.

Outro ponto de atenção está nas obras dos edifícios Jequitibá e Jacarandá, integrantes do Complexo Gaia. O avanço físico dos projetos chegou a 71,6% em agosto, acima do cronograma inicialmente previsto.

A expectativa é que os empreendimentos obtenham o habite-se em novembro de 2026. Os edifícios serão destinados à MCassab, em uma locação de 17.656 metros quadrados, com contrato indexado ao IPCA e vencimento previsto para outubro de 2041.

Rendimentos e estrutura patrimonial

O fundo encerrou o mês com patrimônio líquido de R$ 993,2 milhões. A combinação entre a baixa vacância, as negociações para ocupação das áreas remanescentes e o avanço das obras mantém a perspectiva de redução adicional dos espaços vagos da carteira.