O fundo imobiliário TGAR11 comercializou 2.405 unidades imobiliárias no primeiro trimestre de 2026, que somaram R$ 340,6 milhões em valor geral de vendas (VGV).
O resultado representa um crescimento de 38,1% em relação ao mesmo período do ano passado, quando desconsiderados os efeitos de sazonalidade, segundo relatório gerencial do fundo.
Considerando apenas a participação do TGAR11 nos empreendimentos, o VGV vendido foi de R$ 250,86 milhões. Ao longo do trimestre, a gestão manteve o foco na comercialização dos estoques existentes e no avanço das obras, estratégia que tem prevalecido sobre a realização de novos lançamentos diante do cenário econômico desafiador.
Entre os destaques do período está o lançamento do Vila Mercedes, loteamento residencial localizado em Várzea Grande (MT). O projeto conta com 496 unidades e VGV total de R$ 75,53 milhões. Apenas em março, foram vendidas 203 unidades, correspondentes a R$ 32,87 milhões em VGV.
Apesar do avanço nas vendas, a gestão afirma que o mercado ainda enfrenta obstáculos, principalmente em razão do custo elevado do crédito e dos atrasos nos repasses bancários. Esse segundo fator prolonga o período em que o incorporador financia o comprador antes da transferência do financiamento para uma instituição bancária.
O fundo encerrou o trimestre com estoque de projetos lançados de R$ 1,88 bilhão. O VGV vendido bruto somou R$ 250,86 milhões na parcela atribuída ao fundo, enquanto os distratos alcançaram R$ 80 milhões, parte dos quais decorreu de medidas para retirar da carteira contratos com mais de seis parcelas em atraso.
Urbanismo concentra maior parcela do estoque do TGAR11
A carteira de projetos lançados do TGAR11 tem o segmento de urbanismo como principal componente, com R$ 789 milhões em estoque ao fim do trimestre. Na sequência aparecem incorporação, com R$ 683 milhões, e multipropriedade, com R$ 410 milhões.
A gestão avalia que o cancelamento de contratos inadimplentes pode pressionar indicadores de vendas no curto prazo, mas permite recolocar os imóveis no mercado por preços atualizados e melhorar a qualidade da carteira no médio prazo.
O fundo também informou que a inadimplência acumulada global permaneceu próxima de 5%, patamar considerado saudável e alinhado à sua média histórica.
Aportes em obras recuam no trimestre
Os empreendimentos receberam R$ 73,99 milhões em aportes para obras durante o primeiro trimestre. Desse total, R$ 44,12 milhões corresponderam à parcela desembolsada pelo próprio TGAR11, uma redução de 34,2% em relação ao trimestre anterior e de 29,4% na comparação anual.
Além das vendas e da execução dos projetos, o fundo encerrou o período com R$ 2,63 bilhões a receber, a valor presente, referentes às vendas de unidades dos empreendimentos investidos, considerando a participação do TGAR11 nas sociedades de propósito específico (SPEs).
O indicador reúne os recebimentos futuros previstos para os projetos e é ponderado pela participação do fundo em cada empreendimento.


