O SNEL11 formalizou, em setembro de 2026, a aquisição de 29 empreendimentos de geração distribuída solar, em uma operação de R$ 565,04 milhões. Os ativos somam 116,7 megawatts-pico (MWp) de potência e 84,45 megawatts de capacidade instalada, segundo o relatório gerencial do fundo.

A transação foi comunicada ao mercado por meio de fato relevante divulgado em 17 de setembro. De acordo com a gestora, os novos empreendimentos apresentam uma taxa interna de retorno (TIR) real projetada de 16,87% ao ano, além da inflação energética, calculada com base na média ponderada dos custos de aquisição de cada ativo.

Com a expansão, o portfólio do SNEL11 passa de 37 para 66 usinas. A capacidade instalada aumenta de 149,4 MWp para 266,2 MWp, avanço de 78,1%. Já a geração anual projetada, considerando o cenário P90, sobe de 248.805 para 464.721 megawatts-hora (MWh), crescimento de 86,8%.

A aquisição também amplia a presença geográfica do fundo, com entrada nas áreas atendidas pelas concessionárias Equatorial Maranhão, Equatorial Piauí, Energisa Paraíba e Enel Rio de Janeiro. Segundo a gestora, a diversificação entre diferentes regiões e concessionárias contribui para reduzir a exposição a riscos climáticos e operacionais específicos.

Além da aquisição dos novos empreendimentos, o SNEL11 concluiu em setembro o fechamento da operação (closing) da usina fotovoltaica São Tiago, com 3,5 MWp de potência. Com a transferência da titularidade, o ativo passou a integrar a carteira em operação do fundo. A usina já tem contrato de locação com a NUV e alcançou 37,5% da rampa comercial, de acordo com o relatório.

FII avança operacionalmente

O relatório também destacou o avanço da geração em ativos específicos. A UFV Paramirim registrou produção recorde de 1.143 MWh em setembro, alta de 48% em relação a agosto.

Já a usina de São Gabriel do Oeste gerou 209 MWh, crescimento mensal de 27%. Os números consideram também projetos em processo de aquisição.

Outro fator mencionado pela gestora foi o aumento do custo da energia elétrica no Brasil. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,82% em setembro, segundo o IBGE, enquanto a energia elétrica residencial avançou 7,98% no mês. O movimento foi atribuído ao fim da incorporação do Bônus de Itaipu, que havia sido creditado nas faturas de agosto.

Na avaliação da gestora, o encarecimento da energia fornecida pela rede pode aumentar a atratividade da geração distribuída para os consumidores. Isso porque a economia proporcionada pela energia solar é calculada em relação à tarifa da distribuidora, de modo que tarifas mais elevadas podem tornar a solução mais competitiva.

SNEL11 registra resultado distribuível de R$ 23,5 milhões

O SNEL11 encerrou setembro com R$ 23,54 milhões em resultado distribuível, conforme os dados informados. O relatório também aponta que a expansão do portfólio marca uma nova etapa para o fundo, com os recursos captados na quinta emissão sendo direcionados à incorporação de ativos de geração de energia.

Nos próximos meses, a evolução do fundo dependerá da conclusão dos fechamentos das aquisições, da comercialização da capacidade incorporada e da evolução operacional das usinas. A gestora destaca que os novos ativos devem ampliar a escala e a diversificação da carteira, enquanto o cenário de energia mais cara pode favorecer a competitividade da geração distribuída.