A energia solar por assinatura gerou R$ 267 milhões em economia para consumidores ao longo de três anos, segundo dados da Órigo Energia. O avanço da modalidade evidencia o potencial comercial da geração fotovoltaica no Brasil e ajuda a contextualizar o mercado em que atua o SNEL11, fundo imobiliário voltado à geração de energia solar, com investimentos em usinas fotovoltaicas.

A economia acumulada pela Órigo avançou ao longo do período: foram R$ 50 milhões em 2023, R$ 81 milhões em 2024 e mais de R$ 136 milhões em 2025. O resultado acompanha a ampliação do acesso à energia solar compartilhada, modelo que permite ao consumidor obter descontos na conta de luz sem precisar instalar painéis no próprio imóvel.

A expansão ocorre em um mercado que ganhou escala nos últimos anos. Dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) indicam que a geração distribuída brasileira passou de 36,2 gigawatts (GW) de capacidade instalada em 2024 para cerca de 45 GW em 2025, ampliando a presença da tecnologia fotovoltaica no sistema elétrico.

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Nesse modelo, os consumidores recebem créditos de energia produzida em fazendas solares, que são compensados nas respectivas contas de luz. A economia pode chegar a 30%, conforme informações da Órigo, mas varia de acordo com fatores como a distribuidora local, a região, o consumo e as condições contratuais.

Para o SNEL11, o crescimento da geração solar compartilhada ajuda a dimensionar a expansão das aplicações comerciais da energia fotovoltaica. Embora o fundo invista em ativos de geração solar, os resultados da empresa citada não representam receitas do SNEL11, cujo desempenho depende das características e da operação de seu próprio portfólio.

SNEL11 chega em 150 mil cotistas, adicionando mais de 15 mil investidores em um mês

O fundo imobiliário SNEL11, da Suno Asset, alcançou a marca de 150 mil cotistas, ampliando sua base de investidores em meio à expansão das operações de geração distribuída de energia solar.

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Desde 22 de setembro, quando o fundo tinha cerca de 135 mil investidores, foram adicionados mais de 15 mil cotistas em aproximadamente um mês.

O avanço representa um crescimento superior a 11% da base de investidores no período. A marca anterior, de 140 mil cotistas, havia sido alcançada em 29 de setembro, durante um evento da Suno Asset na B3 para celebrar a quinta emissão de cotas do fundo.

A oferta movimentou aproximadamente R$ 1,01 bilhão, tornando-se a primeira emissão da gestora a superar R$ 1 bilhão. Na ocasião, o SNEL11 chegou ao evento com patrimônio líquido de cerca de R$ 1,89 bilhão e mais de 140 mil cotistas, segundo dados apresentados pela gestora.

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SNEL11 amplia base de investidores em 2026

O crescimento da base de cotistas também se destaca na comparação com o início do ano. Em janeiro de 2026, o fundo contava com aproximadamente 65 mil investidores. Com a marca de 150 mil cotistas, o número mais que dobrou, registrando uma expansão de cerca de 131% em pouco mais de nove meses.

O SNEL11 investe no segmento de geração distribuída de energia solar, por meio da aquisição e operação de usinas fotovoltaicas. O modelo contempla contratos de locação de longo prazo vinculados aos projetos, com foco na geração de receitas recorrentes.

Em setembro, a Suno Asset informava um dividend yield anualizado de 15,38% para o fundo. O indicador corresponde ao rendimento distribuído em relação ao preço da cota no período de referência e não representa garantia de rentabilidade futura.