O Fiagro SNAG11 adotou uma postura mais conservadora em março em relação ao patamar de distribuição e priorizar a recomposição de reservas. O fundo pagou R$ 0,12 por cota no mês, movimento que sucede períodos anteriores marcados por distribuições mais elevadas e não recorrentes.

A decisão da gestão também leva em consideração o cenário macroeconômico, especialmente a expectativa de flexibilização monetária ao longo de 2026. Em um ambiente de possível queda da taxa de juros, o ajuste nos rendimentos busca preservar a sustentabilidade da estratégia no médio e longo prazo.

Após a distribuição, o fundo encerrou o período com reservas acumuladas de R$ 0,15 por cota, patamar considerado confortável para a gestão tática dos proventos.

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Outro destaque do mês foi o avanço na base de investidores. O SNAG11 superou a marca de 130 mil cotistas, registrando o sétimo mês consecutivo de crescimento, em linha com a proposta de ampliar o acesso ao investimento no agronegócio.

No campo operacional, a gestão realizou uma venda parcial do CRA Leitíssimo II, operação que gerou ganho de capital e contribuiu para a redução da concentração em um único emissor, mesmo diante da avaliação positiva sobre a qualidade de crédito do ativo.

SNAG11 ajusta carteira, reforça reservas e amplia base de investidores

O resultado líquido de março foi de aproximadamente R$ 9,18 milhões, refletindo a performance da carteira e os movimentos táticos realizados ao longo do período.

Segundo a gestão, o ambiente para o agronegócio segue desafiador, com pressão sobre custos de produção — especialmente fretes e fertilizantes —, o que pode impactar margens de culturas como soja e milho.

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Apesar disso, a carteira de crédito do fundo manteve qualidade elevada, com índice de inadimplência em 0%

Fiagro sustenta CDI+3,69% em cenário de decisão da Selic

A expectativa de corte da taxa Selic volta ao centro das atenções do mercado nesta semana, com decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) prevista para esta quarta-feira (29). Para fundos de crédito atrelados ao CDI, como o SNAG11, o movimento tende a gerar um efeito direto e outro indireto: de um lado, há leve redução no rendimento nominal das operações indexadas; de outro, abre-se espaço para valorização dos ativos no mercado secundário

A sinalização predominante entre analistas é de uma redução de 0,25 ponto percentual, o que levaria a taxa básica de juros de 14,75% para 14,50% ao ano.

O SNAG11 possui uma carteira composta por 264 devedores, com duration média de aproximadamente 4,8 anos e remuneração média de CDI + 3,69%. Esse diferencial em relação ao CDI permanece constante independentemente do nível da taxa básica de juros, garantindo previsibilidade na geração de caixa.