O fundo imobiliário CPTS11 encerrou agosto de 2026 com resultado de R$ 43,76 milhões, o equivalente a R$ 0,120 por cota. O desempenho superou os R$ 30,44 milhões de julho, quando o resultado havia sido de R$ 0,084 por cota, uma alta de 43%.
No mês, as receitas alcançaram R$ 61,43 milhões. A maior contribuição veio dos ganhos de capital com FIIs, de R$ 38,31 milhões, seguidos por R$ 13,79 milhões em rendimentos de fundos imobiliários e R$ 7,34 milhões de CRIs. As despesas somaram R$ 17,67 milhões.
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Apesar do avanço do resultado, o fundo manteve os dividendos em R$ 0,09 por cota, o que somou R$ 32,72 milhões distribuídos aos cotistas em pagamento no dia 22 de setembro. Os rendimentos do CPTS11 corresponderam a um yield de cerca de 1,20% no mês, ou 15,35% anualizado, com o indicador de 12 meses em 14,30%. Frente ao CDI líquido de imposto à alíquota de 15%, a distribuição representou 129,6% do indicador no período. Os proventos são isentos de Imposto de Renda para pessoas físicas dentro das condições da legislação.
O guidance de dividendos do CPTS11
Para os próximos meses, a gestão indicou a expectativa de manter os rendimentos próximos de R$ 0,09 por cota. Com a cotação de R$ 7,47 usada como referência, esse patamar corresponderia a um dividend yield anual de 15,46%.
O guidance do fundo imobiliário CPTS11 contempla distribuições entre R$ 0,08 e R$ 0,10 por cota, faixas equivalentes a yields anualizados de 13,64% e 17,30%. As projeções são estimativas e não representam garantia de pagamentos futuros.
A carteira concentrada em FIIs do CPTS11
Ao final de agosto, a carteira do FII CPTS11 seguia concentrada em fundos imobiliários, que reuniam 69,6% dos ativos, distribuídos entre 87 FIIs, enquanto outros 22,4% estavam em 13 CRIs. As operações de carrego representavam 6,9% da carteira, e os 1,1% restantes estavam em liquidez.
Dentro da parcela de FIIs, o fundo concentrava 83,3% da exposição em fundos de tijolo, ante 16,7% em fundos de papel. Entre os segmentos, os shopping centers formavam a maior exposição dessa parcela, seguidos por renda urbana, lajes corporativas e logística.
Segundo o relatório de agosto, o conjunto de FIIs mantidos pelo fundo CPTS11 negociava a 1,01 vez o valor patrimonial dos fundos investidos, referência que a gestão acompanha na alocação do CPTS11.

