O fundo imobiliário EXES11 registrou em novembro um resultado líquido de R$ 1,76 milhão em meio a um cenário de amortizações e avanço no pipeline de novos créditos estruturados.

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A distribuição referente à competência de novembro foi de R$ 0,13 por cota, anunciada em 17 de dezembro. O valor corresponde a um dividend yield mensal de 1,33% em relação à cota patrimonial e a um rendimento acumulado de 17,07% nos últimos 12 meses — o que equivale a um DY anualizado de 17,18%.

O fundo ainda conta com reserva de lucros de R$ 0,06 por cota, mecanismo que a gestão utiliza para preservar a linearidade das distribuições. Nos últimos 11 meses, o pagamento se manteve constante no mesmo patamar.

Fundo imobiliário EXES11: amortizações e reciclagem da carteira

Entre os principais eventos do mês está a liquidação do CRI C&A, ativo investido em 2022 para financiar as obras do Empreendimento Solar do Cerrado. Com a conclusão das obras em 2025 e o início do repasse das unidades aos adquirentes, o CRI entrou em fase de amortização.

Por se tratar de um CRI sênior, o pagamento ocorre com prioridade em relação às tranches subordinadas, reforçando o perfil de segurança da operação — característica que a gestão aponta como central na estratégia do fundo.

Além desse evento, amortizações extraordinárias em outros CRIs de término de obra contribuíram para o aumento temporário da posição de caixa do EXES11 ao longo de novembro.

Pipeline avança com novos CRIs em estruturação

O fundo encerrou o mês com 15 ativos-alvo, distribuídos em diferentes regiões do país, e já projeta investimentos em dois novos estados nos quais ainda não possui exposição. Aproximadamente 10% do patrimônio líquido estava alocado em caixa ao fim do período, com expectativa de redução dessa posição à medida que novas operações sejam liquidadas.

Entre os ativos em diligência e estruturação estão três CRIs originados diretamente pela Éxes:

  • um CRI de antecipação de recebíveis de loteamento residencial, com obras concluídas e praticamente todas as unidades vendidas, remunerado a IPCA + 12% ao ano;
  • dois CRIs voltados ao financiamento de término de obras de empreendimentos verticais, ambos com remuneração de CDI + 5% ao ano.

Além disso, a gestora mantém negociações avançadas para dois novos CRIs no pipeline, com volumes de R$ 43 milhões (CDI + 4,5% ao ano) e R$ 24 milhões (IPCA + 13% ao ano), ambos ligados a incorporações residenciais verticais.

A carteira do fundo imobiliário EXES11 segue com uma composição equilibrada entre ativos indexados ao CDI e ao IPCA, sendo cerca de 60% do portfólio atrelado ao CDI.