O fundo imobiliário PCIP11 encerrou setembro de 2026 com resultado distribuível de R$ 11,07 milhões, equivalente a R$ 0,65 por cota. Segundo o relatório gerencial, a desaceleração do IPCA afetou as receitas de juros e atualização monetária da carteira.

As receitas totais do fundo imobiliário PCIP11 alcançaram R$ 23,92 milhões, incluindo R$ 10,59 milhões em juros e correção monetária e R$ 13,02 milhões em marcação a mercado de CRIs. O resultado com FIIs foi de R$ 1,31 milhão.

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As despesas somaram R$ 1,17 milhão, com resultado financeiro líquido positivo de R$ 344,9 mil. Para fins de distribuição, houve ajuste negativo de R$ 12,02 milhões relacionado à marcação a mercado.

Os dividendos do PCIP11 totalizaram R$ 11,06 milhões, ou R$ 0,65 por cota, pagos em 16 de outubro. Sobre a cotação de R$ 73,12, o dividend yield mensal foi de aproximadamente 0,89%, equivalente a 10,7% anualizados.

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A média dos rendimentos do PCIP11 nos últimos 12 meses foi de R$ 0,87 por cota. Entre janeiro e setembro, o resultado distribuível acumulou R$ 138,91 milhões, dos quais R$ 132,35 milhões foram distribuídos. A reserva encerrou o período em R$ 0,72 por cota.

PCIP11 atualiza carteira e planos de consolidação

Em setembro, o FII PCIP11 mantinha 97,2% do patrimônio alocado, sendo 90,1% em CRIs e operações estruturadas e 7,1% em outros FIIs.

A carteira reunia 88 CRIs e cinco operações estruturadas, distribuídos por 15 segmentos. Crédito pulverizado (21%), varejo (20%) e financiamento à construção (13%) lideravam as exposições. São Paulo concentrava 37% dos CRIs.

Quanto aos indexadores, 94% da carteira de crédito acompanhava o IPCA, 3% o CDI, 2% o IGP-M e 0,2% eram prefixados.

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O fundo PCIP11 ampliou posições nos CRIs Atacadão Barzel (R$ 7,8 milhões), Visconde Icaraí (R$ 5,6 milhões) e Viconde (R$ 4,3 milhões), enquanto reduziu em R$ 15 milhões sua exposição ao Carrefour.

Os cotistas aprovaram propostas para incorporar carteiras de RBRR11, VCJR11 e RPRI11. VCJR11 e RPRI11 também aprovaram as operações, enquanto a votação de RBRR11 seguiria até 23 de outubro. Se concluída, a consolidação poderá elevar o patrimônio para R$ 4,5 bilhões.

Não houve novos CRIs incluídos na lista de monitoramento em setembro. As operações Cortel permaneciam em reestruturação, com negociações para possível venda definitiva.

Assim, o PCIP11 combina uma carteira predominantemente indexada à inflação com movimentações de crédito e um processo de consolidação ainda sujeito às etapas pendentes.