KNUQ11: fundo imobiliário capta R$ 343 milhões em nova oferta; veja detalhes
O fundo imobiliário KNUQ11 concluiu a alocação da primeira série de sua 5ª emissão de cotas, com captação de cerca de R$ 343,1 milhões. O resultado foi divulgado ao mercado em comunicado de 25 de setembro de 2026.
Ao todo, os investidores adquiriram 3.412.146 novas cotas, consideradas pelo valor unitário de R$ 100,55, sem incluir a taxa de distribuição. Com isso, o montante movimentado nesta etapa da oferta chegou a R$ 343.091.280,30.
A operação corresponde especificamente à primeira série da oferta pública da 5ª emissão do fundo imobiliário KNUQ11, registrada na Comissão de Valores Mobiliários em 1º de setembro de 2026.
Quer conferir notícias de finanças em tempo real, direto do seu WhatsApp, de maneira gratuita? Clique e confira a nova comunidade de notícias da Status Invest.
Como foi conduzida a oferta do KNUQ11
Segundo o comunicado, todos os termos de aceitação apresentados pelos investidores foram atendidos, inclusive os relacionados a pessoas vinculadas à oferta, porque a procura não ultrapassou em mais de um terço a quantidade de novas cotas inicialmente disponibilizada.
A distribuição teve o Itaú BBA como coordenador líder, com a participação de Ágora, Ativa Investimentos, Inter, XP Investimentos e BTG Pactual nos esforços de colocação. O FII KNUQ11 é classificado pela Anbima como um FII de papel, com foco em CRIs, gestão ativa e atuação multicategoria, administrado pela Intrag e gerido pela Kinea Investimentos.
Os novos CRIs na carteira do KNUQ11
O fundo encerrou agosto de 2026 com 85,9% do patrimônio direcionado aos ativos-alvo. A carteira segue concentrada em CRIs, que representavam 84,5% do patrimônio, ante 4,6% em LCIs e 9,5% em caixa.
Entre as atualizações do relatório de agosto, o fundo KNUQ11 informou R$ 63,5 milhões em novos investimentos desde a publicação anterior, destinados a quatro operações de projetos residenciais e carteiras de empréstimos com garantia imobiliária.
A maior movimentação foi um aporte de R$ 30 milhões em um CRI para financiar projetos residenciais em Campinas e Santo André, com garantias ligadas às SPEs, aos recebíveis e às unidades dos empreendimentos, além de R$ 2,7 milhões no Projeto Ori Praça da Árvore, em Mirandópolis, na capital paulista.
O fundo ainda aplicou R$ 19,6 milhões na operação Galleria 140 Mezanino, lastreada em uma carteira de home equity com LTV de cerca de 38%, e R$ 11,1 milhões na CashMe 180 Sênior, também garantida por imóveis residenciais, com LTV próximo de 46%.
Na composição da carteira ao fim de agosto, 76,1% do patrimônio estava em CRIs indexados ao CDI, ante 9,5% em CRIs de inflação e 0,3% em prefixados.
Por setor, as maiores exposições do KNUQ11 estavam no residencial pulverizado, com 40,3%, e no residencial, com 35,3%, seguidos por home equity (11%), logística (5,6%), loteamentos (1,5%) e outros (6,4%).