O SNCI11 registrou valorização de 2,54% em setembro, enquanto o IFIX apresentou queda de 0,20% no mesmo período.

O fundo imobiliário da Suno Asset encerrou o mês com cotação de R$ 82,55 e desconto de aproximadamente 14% em relação ao valor patrimonial, com indicador P/VP de 0,86 vez. A cota patrimonial chegou a R$ 96,06, refletindo a valorização dos ativos da carteira.

O desempenho positivo no mercado secundário foi acompanhado pelo avanço do patrimônio por cota, que subiu R$ 0,69 em setembro. Segundo a gestão, a marcação dos ativos contribuiu com aproximadamente R$ 0,90 por cota, compensando o consumo de R$ 0,21 por cota da reserva.

Na distribuição de resultados, o fundo pagou R$ 1,00 por cota em setembro, em linha com o guidance estabelecido para o terceiro trimestre de 2026. O dividend yield anualizado encerrou o mês em 14,54%, considerando a cotação de mercado de R$ 82,55.

O resultado mensal foi de R$ 0,79 por cota, equivalente a R$ 3,31 milhões. A receita teve como principal componente os juros de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), que somaram R$ 2,93 milhões, além de R$ 450 mil provenientes de fundos imobiliários, R$ 180 mil de rendimentos de caixa, R$ 130 mil de correção monetária e R$ 80 mil em lucros com transações.

Guidance do SNCI11

Mesmo com a distribuição superior ao resultado do mês, o SNCI11 encerrou setembro com reserva acumulada de R$ 0,25 por cota. A gestão também reforçou a projeção de pagamentos entre R$ 1,00 e R$ 1,10 por cota para o quarto trimestre de 2026, mantendo o guidance divulgado aos investidores.

Carteira acompanha evolução dos empreendimentos

Durante setembro, o fundo realizou R$ 56,7 milhões em aquisições, com destaque para R$ 31 milhões destinados ao CRI MRV Flex XIV e R$ 21,2 milhões aplicados em fundos imobiliários de recebíveis. No mesmo período, foram realizadas vendas de aproximadamente R$ 10,1 milhões.

O spread de crédito consolidado encerrou o mês em 4,46%, acima do observado anteriormente, em razão de variações nas curvas utilizadas como referência. A gestão classificou o patamar como saudável. Já o yield médio da carteira alcançou 17,18%, acima do custo das operações compromissadas, de 14,65% ao ano.

A alavancagem líquida terminou setembro em 9,74% do patrimônio líquido. O fundo mantinha R$ 46,4 milhões em compromissadas passivas, contratadas a CDI mais 0,97%, e caixa de R$ 7,1 milhões. Segundo a gestão, os recursos financiaram novas aquisições, enquanto a expectativa é reduzir a alavancagem com recebimentos previstos de operações como Supreme Garden, Gafisa e Conceito até o fim do ano.

Outro destaque foi a evolução de operações imobiliárias em fase final de obras. Os empreendimentos Supreme Garden, BIT Barueri e Gafisa Sorocaba representavam, juntos, 20,5% do patrimônio líquido. No Gafisa Sorocaba, uma assembleia realizada em setembro afastou o vencimento antecipado por cross-default de uma operação de terceiro e direcionou recursos do fundo de reserva para o fundo de obra, com recomposição prevista até 21 de dezembro de 2026.

O SNCI11 também registrou avanço na recuperação do CRI RDR, com a décima rodada de pagamentos somando R$ 794 mil, acima dos R$ 700 mil previstos. Ao final do mês, quatro operações permaneciam em tratamento especial: CRI AIZ, CRI Vanguarda, CRI RDR e CRI Solar Junior.