O fundo imobiliário SNEL11 encerrou o segundo pregão após o primeiro turno das eleições em alta de 0,38%, aos R$ 7,95 por cota.

O fundo movimentou expressivos R$ 16 milhões na sessão, em um dia novamente marcado pela valorização dos fundos imobiliários.

A alta ocorreu em meio ao avanço de 2,26% do IFIX, que chegou aos 3.908,78 pontos e acumulou a segunda sessão consecutiva de valorização após o primeiro turno.

O movimento continuou sendo favorecido pela queda dos juros longos, que melhora a atratividade relativa dos ativos imobiliários diante da renda fixa.

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Apesar da alta mais moderada da cota, a liquidez do SNEL11 chamou atenção. Os R$ 16 milhões negociados colocaram o fundo entre os destaques de volume da sessão, sinalizando forte movimentação dos investidores.

Após captar R$ 1 bilhão, SNEL11 supera 140 mil cotistas

O SNEL11 ultrapassou na terça-feira (29) a marca de 140 mil cotistas, em mais um avanço expressivo da base de investidores do fundo imobiliário voltado à geração distribuída de energia solar.

O novo recorde foi alcançado poucos dias depois de o fundo superar os 135 mil investidores, em 22 de setembro.

O crescimento da base ocorre em paralelo à expansão do patrimônio do SNEL11. Nesta terça, a Suno Asset participou da abertura do pregão da B3 para celebrar a quinta emissão de cotas do fundo, que movimentou aproximadamente R$ 1,01 bilhão — a primeira oferta da gestora a superar a marca de R$ 1 bilhão.

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Com a nova captação, o SNEL11 chegou ao evento com patrimônio líquido de aproximadamente R$ 1,89 bilhão e mais de 140 mil cotistas, segundo dados apresentados pela Suno. O fundo registra ainda dividend yield informado pela gestora de 15,38% ao ano.

A evolução da base chama atenção pelo ritmo registrado em 2026. Em janeiro, o SNEL11 tinha cerca de 65 mil investidores. Desde então, foram adicionados aproximadamente 75 mil cotistas, o que representa um crescimento de cerca de 115% em pouco mais de oito meses.

O avanço acompanha a expansão da estratégia do fundo no segmento de geração distribuída de energia solar. O SNEL11 investe na aquisição e operação de usinas fotovoltaicas, com contratos de locação de longo prazo vinculados aos projetos.

FII reduz exposição a obras e prioriza usinas já operacionais

Durante a abertura do pregão da B3, Vitor Duarte, CIO da Suno Asset, destacou a transformação da estratégia do SNEL11 ao longo das emissões. Segundo ele, o fundo passou a reduzir gradualmente a exposição ao desenvolvimento de projetos e direcionar os recursos para usinas que já estão prontas e em operação.

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“O SNEL11 começou como um fundo pequeno, fazendo obra. Com o tempo, a gente foi dando uma ‘cara’ para ele menos arriscada, menos com risco de atraso de obra, que talvez seja o maior problema desse segmento. Então, desde a terceira oferta, a gente vem alocando capital em usinas já performadas, em usinas já prontas”, afirmou.

A mudança de estratégia ocorre em um momento de forte expansão do portfólio. O SNEL11 encerrou agosto com 37 usinas em operação, somando aproximadamente 149,4 MWp de capacidade instalada.

Em setembro, o fundo formalizou ainda a aquisição de 28 novos projetos de geração distribuída, que acrescentam 116,68 MWp de capacidade ao portfólio, em uma transação de aproximadamente R$ 565 milhões.

Com os ativos adquiridos e os recursos levantados na quinta emissão disponíveis para novas operações, Duarte afirmou que o portfólio poderá alcançar o equivalente a 400 MWp de capacidade. Segundo o executivo, esse volume seria suficiente para atender energeticamente cerca de 100 mil residências.