Lucro do VILG11 sobe 19% e FII detalha venda de cotas do HGLG11
O fundo imobiliário VILG11 apurou resultado de R$ 13,738 milhões em julho, alta de 19% sobre o mês anterior. O desempenho foi sustentado por receitas de imóveis de R$ 10,293 milhões, enquanto a despesa financeira ficou em R$ 1,497 milhão no período. O resultado de julho equivaleu a R$ 0,92 por cota.
O rendimento distribuído, referente a junho, foi de R$ 0,82 por cota, em linha com o guidance do semestre. Como distribuiu menos do que gerou, o fundo alocou a diferença na reserva de resultados não distribuídos, que atingiu R$ 1,939 milhão, ou R$ 0,13 por cota. A gestão estima distribuições entre R$ 0,80 e R$ 0,87 por cota até dezembro de 2026.
Sobre a cotação de fechamento de julho, de R$ 91,12, os dividendos do VILG11 de R$ 0,82 representam um dividend yield mensal aproximado de 0,90%, ou 10,80% anualizado. Os proventos são isentos de Imposto de Renda para pessoas físicas dentro das condições da legislação.
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Atualizações da carteira do VILG11
Em julho, o fundo imobiliário VILG11 deu sequência à venda de sua posição em HGLG11, alienando 420.776 cotas no mercado secundário, o que gerou ganho de capital de R$ 4,15 milhões, ou R$ 0,28 por cota. A posição remanescente ao fim do mês era de 2.242.698 cotas do HGLG11, avaliadas em R$ 330,6 milhões.
Esse processo decorre da aquisição, pelo HGLG11, dos ativos Porto Canoa LOG, Parque Logístico Osasco, Fernão Dias Business Park e CD Privalia, por R$ 709,6 milhões, dos quais R$ 582,2 milhões foram pagos por meio da integralização de cotas do HGLG11 ao valor patrimonial.
O patrimônio líquido encerrou julho em R$ 1,64 bilhão, com valor de mercado de cerca de R$ 1,4 bilhão. As participações em ativos imobiliários somavam R$ 1,30 bilhão e as aplicações financeiras, R$ 483,0 milhões, sendo R$ 88,1 milhões em fundos de liquidez imediata e R$ 394,9 milhões em cotas de FIIs, dos quais R$ 330,6 milhões correspondem à posição remanescente em HGLG11.
O FII VILG11 tem R$ 214,3 milhões em obrigações financeiras de longo prazo e caixa líquido de R$ 268,7 milhões, com 7,5% das obrigações vencendo em até 12 meses. O volume médio diário negociado foi de R$ 1,9 milhão, o equivalente a um giro de 3,1% das cotas, com base de 149.265 cotistas.
O portfólio reúne 12 imóveis em sete estados, com ABL própria superior a 436 mil metros quadrados, 62 locatários e prazo médio remanescente dos contratos de 3,7 anos.
A ocupação financeira do fundo VILG11 encerrou julho em 99,5%, com vacância financeira de 0,5% e inadimplência líquida de 1,3%.
Cerca de 93% da receita de aluguel tem vencimentos entre 2027 e 2038, sendo 76,2% a partir de 2029, calendário que dá previsibilidade à receita do VILG11.