ALZC11 cresce 40% após nova emissão e busca ativos com maior retorno
O ALZC11 concluiu a 4ª emissão de cotas do fundo, com uma captação de aproximadamente R$ 82,9 milhões, conforme anúncio de encerramento divulgado em 16 de setembro.
Com os recursos, o patrimônio líquido do fundo passou para cerca de R$ 249,7 milhões, uma expansão de aproximadamente 40%.
A oferta foi destinada a investidores profissionais, que puderam integralizar as novas cotas tanto com recursos financeiros quanto com CRIs e cotas de outros FIIs aprovados pela gestão. Parte dos ativos foi aportada no último dia de agosto, contribuindo para a composição da carteira ao fim do mês.
Em agosto, 72% do portfólio do ALZC11 estava alocado em CRIs, distribuídos em 23 operações. A participação média de cada operação era de 3,1%, indicando uma carteira pulverizada entre diferentes ativos de crédito imobiliário.
Já no início de setembro, o fundo vendeu parte de sua posição em FIIs e direcionou os recursos para novos CRIs. Com o movimento, o ALZC11 atingiu o percentual mínimo de 75% de alocação em CRIs exigido pelo regulamento.
A gestão afirma que pretende utilizar o restante dos recursos captados nos próximos meses em ativos que contribuam para a melhora do perfil de risco e retorno do fundo. O aumento do patrimônio também pode ampliar a capacidade de negociação do ALZC11 na aquisição de operações maiores.
Novo porte pode ampliar acesso a ativos e liquidez
Segundo a gestão, o novo tamanho do fundo aumenta seu poder de negociação para adquirir volumes maiores de ativos e pode favorecer o acesso a operações consideradas de melhor qualidade.
O crescimento do patrimônio também tende, na avaliação da administração, a ampliar a visibilidade do ALZC11 entre casas de análise e investidores. Esse movimento pode contribuir para o aumento da liquidez das cotas no mercado secundário.
Em agosto, o fundo distribuiu R$ 0,09 por cota, o que representou um dividend yield anualizado de 14,5%. Segundo o relatório, esse retorno seria equivalente ao de um ativo tributado com rentabilidade de 122,6% do CDI.
A expansão da carteira de crédito já começou a aparecer nos resultados. Em agosto, a gestão identificou uma melhora no resultado do portfólio de CRIs com a entrada dos novos ativos provenientes da 4ª emissão.
Além de ampliar a carteira, os novos investimentos contribuíram para diluir a participação das operações atualmente inadimplentes, relacionadas aos CRIs Casa e Vídeo e Fagnani, e elevaram a participação de ativos com rentabilidades mais altas.
ALZC11 mantém reserva para sustentar dividendos
A gestão também decidiu preservar parte do resultado em reserva diante da expectativa de menor recebimento de juros em setembro e outubro. O movimento considera o efeito da inflação negativa registrada em agosto de 2026 e as projeções apresentadas no Boletim Focus.
Com isso, o fundo mantém para o semestre um guidance de distribuição entre R$ 0,09 e R$ 0,10 por cota. A estratégia busca reduzir o impacto de oscilações temporárias sobre os rendimentos pagos aos cotistas.
Segundo a gestão, a reserva de lucros é uma ferramenta importante dentro da estratégia de gestão ativa do fundo, justamente por permitir maior estabilidade na distribuição dos resultados ao longo do tempo.
A manutenção de parte dos resultados em reserva também busca aumentar a previsibilidade dos rendimentos em períodos de maior volatilidade da inflação, especialmente em uma carteira que possui exposição relevante a CRIs indexados a índices de preços.