O SNEL11 ultrapassou nesta terça-feira (29) a marca de 140 mil cotistas, em mais um avanço expressivo da base de investidores do fundo imobiliário voltado à geração distribuída de energia solar. O novo recorde foi alcançado poucos dias depois de o fundo superar os 135 mil investidores, em 22 de setembro.
O crescimento da base ocorre em paralelo à expansão do patrimônio do SNEL11. Nesta terça, a Suno Asset participou da abertura do pregão da B3 para celebrar a quinta emissão de cotas do fundo, que movimentou aproximadamente R$ 1,01 bilhão — a primeira oferta da gestora a superar a marca de R$ 1 bilhão.
Com a nova captação, o SNEL11 chegou ao evento com patrimônio líquido de aproximadamente R$ 1,89 bilhão e mais de 140 mil cotistas, segundo dados apresentados pela Suno. O fundo registra ainda dividend yield informado pela gestora de 15,38% ao ano.
A evolução da base chama atenção pelo ritmo registrado em 2026. Em janeiro, o SNEL11 tinha cerca de 65 mil investidores. Desde então, foram adicionados aproximadamente 75 mil cotistas, o que representa um crescimento de cerca de 115% em pouco mais de oito meses.
O avanço acompanha a expansão da estratégia do fundo no segmento de geração distribuída de energia solar. O SNEL11 investe na aquisição e operação de usinas fotovoltaicas, com contratos de locação de longo prazo vinculados aos projetos.
SNEL11 reduz exposição a obras e prioriza usinas já operacionais
Durante a abertura do pregão da B3, Vitor Duarte, CIO da Suno Asset, destacou a transformação da estratégia do SNEL11 ao longo das emissões. Segundo ele, o fundo passou a reduzir gradualmente a exposição ao desenvolvimento de projetos e direcionar os recursos para usinas que já estão prontas e em operação.
“O SNEL11 começou como um fundo pequeno, fazendo obra. Com o tempo, a gente foi dando uma ‘cara’ para ele menos arriscada, menos com risco de atraso de obra, que talvez seja o maior problema desse segmento. Então, desde a terceira oferta, a gente vem alocando capital em usinas já performadas, em usinas já prontas”, afirmou.
A mudança de estratégia ocorre em um momento de forte expansão do portfólio. O SNEL11 encerrou agosto com 37 usinas em operação, somando aproximadamente 149,4 MWp de capacidade instalada.
Em setembro, o fundo formalizou ainda a aquisição de 28 novos projetos de geração distribuída, que acrescentam 116,68 MWp de capacidade ao portfólio, em uma transação de aproximadamente R$ 565 milhões.
Com os ativos adquiridos e os recursos levantados na quinta emissão disponíveis para novas operações, Duarte afirmou que o portfólio poderá alcançar o equivalente a 400 MWp de capacidade. Segundo o executivo, esse volume seria suficiente para atender energeticamente cerca de 100 mil residências.
Base de investidores praticamente dobra em 2026
O crescimento do SNEL11 não ficou restrito ao patrimônio. A base de cotistas mais que dobrou desde o início do ano, saindo de aproximadamente 65 mil investidores em janeiro para mais de 140 mil nesta terça-feira.
O fundo havia alcançado 130 mil cotistas em meados de setembro e chegou aos 135 mil apenas uma semana depois. Agora, sete dias após esse último marco, ultrapassou novamente uma marca relevante.
A expansão ocorre junto à consolidação da Suno Asset no mercado. Durante o evento na B3, a gestora informou ter ultrapassado R$ 6 bilhões em patrimônio sob gestão e contar com mais de 350 mil clientes.
Tiago Reis, fundador da Suno Research, associou o crescimento da demanda pelos produtos da gestora à busca dos investidores por fontes de renda de longo prazo. Para ele, o cenário previdenciário aumenta a necessidade de construção de patrimônio individual.
“As pessoas vão precisar de uma renda no momento que elas se tornam economicamente inativas. E o problema previdenciário é um problema global, não só no Brasil, mas no mundo todo. A previdência estatal se mostra insuficiente. E, para lidar com isso, as pessoas precisarão tomar as rédeas do seu próprio futuro financeiro”, disse.
Reis também destacou a transformação da Suno de uma companhia inicialmente concentrada em educação financeira para uma plataforma com produtos de investimento. Nesse contexto, citou o SNEL11 como um dos veículos voltados à geração recorrente de renda.
“O SNEL11 endereça esse ‘risco’, pelo menos parte desse risco, das pessoas construírem a sua aposentadoria. Nós pagamos dividendos mensais, frutos do setor elétrico.”


