O fundo imobiliário BTLG11 apurou resultado de R$ 57,98 milhões no último mês detalhado na demonstração de resultados apresentada no relatório de agosto de 2026.
O montante correspondeu a R$ 0,82 por cota, enquanto o resultado imobiliário alcançou R$ 64,33 milhões, ou R$ 0,91 por cota.
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As receitas do período totalizaram R$ 36,44 milhões, com NOI (Net Operating Income) de R$ 34,85 milhões. Já o fluxo financeiro somou R$ 31,81 milhões, incluindo R$ 16,48 milhões provenientes de rendimento de caixa e R$ 16,74 milhões gerados por FIIs e CRIs.
As despesas do fundo imobiliário BTLG11 chegaram a R$ 6,36 milhões no período.
Na frente de rendimentos, o FII BTLG11 manteve a distribuição em R$ 0,81 por cota. Considerando a cotação de fechamento de R$ 100,81 utilizada no relatório, o pagamento correspondia a um dividend yield anualizado de 9,9%.
Em valores totais, o fundo BTLG11 distribuiu R$ 56,21 milhões no mês. No acumulado de 2026 apresentado no relatório, o resultado alcançou R$ 326,77 milhões, ou R$ 4,61 por cota. Os dividendos distribuídos no mesmo intervalo somaram R$ 327,25 milhões, também equivalentes a R$ 4,61 por cota.
Além disso, o BTLG11 mantinha R$ 908,35 mil em resultado acumulado ainda não distribuído. O relatório indicava ainda lucro projetado de R$ 60,11 milhões com vendas já realizadas, correspondente a R$ 0,87 por cota.
Segundo a gestão, essa estimativa considera resultados acumulados em SPEs e operações de venda ainda em andamento. Por isso, os números podem sofrer alterações conforme a conclusão das transações e o recebimento dos respectivos recursos.
BTLG11 reduz vacância e inicia alocação dos recursos da 16ª emissão
A carteira do BTLG11 alcançou 34 imóveis e aproximadamente 1,4 milhão de m² de área bruta locável (ABL), conforme as informações mais recentes referentes a agosto de 2026. Cerca de 92% dos ativos estavam localizados no estado de São Paulo.
Uma das principais movimentações do período foi a compra do BTLG Guarulhos I, marcando a primeira alocação dos recursos captados na 16ª emissão de cotas. O ativo logístico de padrão AAA foi adquirido por R$ 375 milhões, com 60% do preço pago à vista e os 40% restantes previstos para 18 meses, com correção pelo IPCA.
A aquisição ocorreu a um cap rate de 9,1%. O imóvel possui 95,3 mil m² de ABL, estava integralmente ocupado e fica no raio de 30 quilômetros da cidade de São Paulo.
Com a operação, a participação dessa região no portfólio do fundo imobiliário BTLG11 avançou de 38% para 42%. Enquanto avalia novas oportunidades de investimento, a gestão mantém o capital remanescente da emissão aplicado em renda fixa.
Outra movimentação de agosto ocorreu no BTLG Santo André. O FII BTLG11 concluiu a locação de 13,5 mil m² para uma companhia do segmento de e-commerce, em contrato com duração de cinco anos.
Após a nova ocupação, restaram 4.183 m² disponíveis no empreendimento, referentes a parte da área administrativa. A movimentação contribuiu para reduzir a vacância física do fundo BTLG11 de 2,1% para 1,2%.
Na composição do portfólio, 95% da ABL estava vinculada ao segmento logístico e 97% das receitas eram corrigidas pelo IPCA. Os contratos típicos representavam 66% da receita, enquanto os atípicos respondiam pelos 34% restantes.
Os 20 maiores locatários concentravam 67% das receitas do BTLG11. O prazo médio remanescente dos contratos, medido pelo WAULT, era de cinco anos, e 51% dos vencimentos estavam previstos para 2029 em diante.


