A Master S/A Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários, em liquidação extrajudicial, anunciou sua renúncia à administração do BLUE11 (Fundo de Investimento Imobiliário Macam Shopping), que teve 49% de suas cotas transferidas pelo Banco Master ao Banco de Brasília (BRB). A decisão consta de fato relevante datado de 23 de outubro e assinado digitalmente nesta segunda-feira (26).

A saída ocorre após tentativas frustradas de transferência da administração para outra instituição financeira. Segundo o comunicado, as negociações envolveram diferentes cotistas, especialmente o BRB, que passou a ser o maior investidor do fundo após receber a participação anteriormente pertencente ao Banco Master. A renúncia também abrange os serviços de custódia e controladoria. A corretora Master está em liquidação extrajudicial desde novembro de 2025, por determinação do Banco Central.

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Master transferiu 49% das cotas ao BRB

O Banco Master detinha 49% das cotas do fundo quando a corretora assumiu sua administração, em fevereiro de 2025. Em 7 de julho daquele ano, o banco transferiu a totalidade dessa participação ao BRB, que passou a ser o maior cotista do empreendimento. O comunicado não informa o valor financeiro da operação nem detalha suas condições econômicas.

A tentativa de substituição da administradora provocou uma disputa que chegou ao Tribunal de Justiça de São Paulo e à Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Segundo a corretora Master, os cotistas ingressaram com uma ação judicial que resultou na determinação de realização de assembleia geral.

O caso também foi levado à CVM por meio de denúncia relacionada à suposta ausência de convocação da assembleia. Em setembro de 2026, os cotistas participaram de uma assembleia extraordinária para discutir a substituição da administradora e outras medidas relacionadas ao funcionamento do fundo.

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Problemas documentais no FII

O fato relevante também menciona problemas nos registros do fundo imobiliário. Segundo a administradora, os registros escriturais estão desatualizados devido a deficiências documentais, especialmente à ausência de laudos de avaliação de ativos devidamente auditados.

A corretora atribui à gestora Axor Asset Management e às sociedades investidas a responsabilidade pelo fornecimento desses documentos.

Com a renúncia, permanece pendente a definição de uma nova instituição administradora. A Master também informou que eventuais valores devidos pelo fundo continuam exigíveis e poderão ser cobrados judicialmente. O comunicado do Master não apresenta estimativas de impactos sobre os rendimentos ou o patrimônio do BLUE11.