O fundo imobiliário JSRE11 lidera as perdas entre os fundos imobiliários do IFIX nesta segunda-feira (26). Por volta das 13h20, as cotas do FII recuavam 14,21%, negociadas a R$ 61,26, com volume de R$ 4,27 milhões, bem acima da média diária de R$ 2,7 milhões de setembro.
Com o tombo, o fundo devolve toda a valorização de outubro, quando as cotas chegaram à casa dos R$ 71, e retorna praticamente ao preço de fechamento de setembro, de R$ 61,05.
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A queda acompanha o ajuste dos ativos brasileiros ao resultado do segundo turno das Eleições 2026, que contrariou as apostas do mercado.
A disparada dos juros futuros de longo prazo pressionou todo o segmento, e o IFIX caía 5,97% perto das 13h, aos 3.752 pontos.
O que aconteceu com o JSRE11?
O fundo imobiliário JSRE11 concentra escritórios de alto padrão em São Paulo, o segmento mais sensível à alta dos juros reais.
O valor desses imóveis depende da taxa usada para descontar aluguéis de longo prazo, de modo que, quando os juros sobem, o preço estimado dos ativos recua.
Outros dois fundos de lajes corporativas, PVBI11 e RCRB11, aparecem logo atrás no ranking de perdas do dia.
A estrutura da carteira acrescenta um fator de amplificação. Cerca de 18,5% do patrimônio do fundo JSRE11 está em cotas subordinadas do JS Renda Imobiliária (JSRI), também gerido pela Safra Asset.
Essas cotas recebem o resultado que sobra depois de remuneradas as cotas seniores, que respondem por 80% do veículo.
Isso funciona de maneira parecida com uma alavancagem. Ele amplia os ganhos quando os imóveis se valorizam e intensifica as perdas quando o mercado revisa os preços para baixo.
Como é a carteira do JSRE11
Segundo o relatório gerencial de setembro, o FII JSRE11 reúne cerca de 200 mil metros quadrados de área locável, em participações diretas e indiretas.
Entre os ativos próprios, o Ed. Paulista responde por 22,06% do patrimônio, o Tower Bridge Corporate por 19,76%, as torres Marble e Ebony do complexo Rochaverá por 19,36% e o WT Nações Unidas III por 15,21%.
Pela exposição via JSRI, o fundo alcança ainda o WT Morumbi, o Work Bela Cintra e os edifícios WT Nações Unidas I e II.
O portfólio soma 115 inquilinos, concentrados em tecnologia, saúde e seguros, com prazo médio de contratos de 3,3 anos e cerca de 71% da receita corrigida pelo IPCA.
A vacância física caiu de 3,9% em agosto para 2,9% em setembro, menor patamar do ano, ajudada pela locação de três andares do Ed. Paulista ao Itaú, com aluguel 63% acima do contrato anterior. O WT Morumbi, com 14,5% de área vaga, segue como o principal ponto de atenção.
Na distribuição, o JSRE11 pagou R$ 0,50 por cota referente a setembro, integralmente coberto pelo resultado do mês, e a gestão projeta rendimentos do JSRE11 entre R$ 0,50 e R$ 0,53 por cota até dezembro.
Ademais, essa matéria tem caráter meramente informativo sobre o fundo imobiliário JSRE11, sem representar qualquer recomendação de compra e venda de ativos.


