O fundo imobiliário XPIN11 distribuiu R$ 0,33 por cota em rendimentos referentes a setembro, segundo relatório gerencial divulgado nesta quarta-feira (28). O valor foi pago aos cotistas em 23 de outubro.
Considerando a cota patrimonial de R$ 48,32 no fechamento de setembro, a distribuição equivale a um dividend yield anualizado de 8,20%. Em 12 meses, o fundo imobiliário pagou R$ 6,98 por cota. No acumulado de 2026, foram R$ 4,43.
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Em setembro, a gestora reteve parte do resultado para cobrir despesas não recorrentes do processo de encerramento, como auditoria e assessoria jurídica. O resultado líquido do mês somou R$ 2,69 milhões, e a distribuição, R$ 2,36 milhões.
Em julho, o fundo fez uma amortização parcial, com entrega de caixa e de cotas do XPLG11 aos cotistas. A amortização final está prevista para o início de 2027. Ela será feita com a entrega das cotas do IVBP11 aos investidores, após o fim do período de lock-up desse veículo.
O fundo encerrou setembro com patrimônio líquido de R$ 345,5 milhões, 7.150.422 cotas e 35.843 cotistas.
O XPIN11 está em processo de encerramento. O fundo vendeu seu portfólio de imóveis ao inVista Brazilian Business Park (IBBP11) e ao XP Log (XPLG11). Desde então, seu patrimônio é composto, de forma indireta, por cotas do IBBP11, detidas por meio do inVista Business Park (IVBP11).
Resultados operacionais do fundo imobiliário IBBP11
Como o resultado do XPIN11 reflete o desempenho do IBBP11, o relatório detalha os números desse portfólio. O IBBP11 investe em galpões industriais e logísticos nos condomínios do Brazilian Business Park em Atibaia e Jarinu (SP) e em Extrema (MG).
Em setembro, a vacância física foi de 1,2% da ABL, o que corresponde a 98,8% de ocupação. Complexo Gaia, Centro Empresarial Atibaia e Extrema estão 100% ocupados. O Condomínio Barão de Mauá tem 93,5% de ocupação e 3.132 m² vagos. Segundo a gestora, as negociações para essas áreas estão em estágio avançado.
O portfólio soma 248 mil m² de ABL construída e 17,7 mil m² em obras, com entrega prevista para o quarto trimestre de 2026. Há ainda 149 mil m² de platôs para projetos futuros.
A receita está distribuída entre 31 inquilinos. O prazo médio de vencimento dos contratos é de 6,7 anos, e a adimplência foi de 95,5% em setembro. Saúde (24,2% da ABL) e automotivo (20,1%) são os principais setores. O maior locatário, SBF (Centauro), ocupa 13,0% da ABL, com contrato até dezembro de 2027.
Até a entrega das cotas do IVBP11 aos cotistas, os rendimentos do fundo imobiliário XPIN11 seguem atrelados ao desempenho desse portfólio.

