A geração distribuída de energia solar alcançou 54,92 gigawatts (GW) de potência instalada no Brasil até outubro de 2026, distribuídos em aproximadamente 4,7 milhões de sistemas cadastrados na Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A expansão reforça a dimensão do mercado fotovoltaico nacional e o ambiente de atuação do SNEL11.

O levantamento considera instalações de micro e minigeração distribuída, incluindo painéis solares instalados em telhados residenciais e comerciais, além de pequenas usinas. Esses sistemas permitem produzir energia próxima aos locais de consumo e compensar a eletricidade utilizada pelos consumidores.

A marca de 54,92 GW demonstra a escala alcançada pela modalidade no país. O número de sistemas cadastrados também evidencia a disseminação da tecnologia solar entre diferentes perfis de consumidores e regiões brasileiras.

São Paulo aparece na liderança estadual em potência instalada, com 7,59 GW. A presença de instalações em diferentes localidades demonstra a abrangência geográfica da geração distribuída e sua participação na transformação do setor elétrico.

Expansão do portfólio do SNEL11 fortalece atuação no setor solar

Com as aquisições realizadas recentes, o portfólio do FII passou a reunir 66 projetos de geração fotovoltaica, ampliando sua presença em diferentes regiões do país. A estratégia está concentrada em ativos capazes de produzir energia e gerar receitas por meio de contratos vinculados aos empreendimentos.

A preferência por usinas prontas e em operação representa uma mudança importante na trajetória do fundo. Ao reduzir a exposição ao desenvolvimento de projetos, a gestão busca concentrar esforços na operação dos ativos e na consolidação de receitas recorrentes.

A expansão também ocorre em um momento de crescimento do mercado brasileiro de energia solar, que vem ampliando sua participação na matriz elétrica. A geração distribuída permite aproximar a produção dos consumidores e diversificar os modelos comerciais de fornecimento de eletricidade.

Liquidez do FII

Além do crescimento da carteira, a liquidez no mercado secundário ganhou relevância. Os mais de R$ 200 milhões negociados em outubro demonstram a movimentação das cotas ao longo do mês, enquanto o volume de R$ 6,42 milhões registrado no pregão reforça a presença do fundo nas negociações diárias.