O CCME11 encerrou o pregão cotado a R$ 9,27, com alta de 1,42%, enquanto registrou R$ 146 mil em volume financeiro. O fundo acompanhou o movimento positivo do mercado e apresentou valorização superior à do IFIX, que avançou 1,00% e atingiu 3.948 pontos.
A alta de 1,42% colocou o CCME11 entre os ativos em valorização na sessão. O movimento veio acompanhado de negociação de R$ 146 mil, dado que ajuda a contextualizar a liquidez apresentada pelo fundo no pregão.
Mesmo com um volume financeiro menor que o observado em fundos de maior liquidez na mesma tela, o CCME11 registrou movimentação suficiente para acompanhar uma sessão de forte valorização do mercado de FIIs.
A cotação avançou de R$ 9,04 para R$ 9,27 na referência exibida, enquanto a variação positiva alcançou 1,42%. O comportamento reforçou a alta do fundo em um momento de valorização do índice do setor.
O desempenho também se destacou quando comparado ao IFIX. Enquanto o indicador subiu 1,00%, o CCME11 apresentou ganho de 1,42%, mostrando uma valorização mais intensa no pregão.
CCME11 sinaliza guidance de dividendos e investe R$ 72,4 mi em CRIs
O fundo imobiliário CCME11 anunciou uma estimativa de distribuição de rendimentos entre outubro e dezembro de 2026 na faixa de R$ 0,084 a R$ 0,088 por cota.
O cenário-base da gestão considera a manutenção do pagamento de R$ 0,086 por cota, mesmo diante dos efeitos da menor inflação sobre parte da carteira de crédito.
Em 16 de setembro, o fundo distribuiu R$ 0,086 por cota aos investidores. Já o resultado de agosto foi de R$ 4,7 milhões, equivalente a R$ 0,069 por cota, segundo o relatório gerencial.
De acordo com a gestão, o resultado foi impactado principalmente pelo menor IPCA observado nos meses de julho e agosto, que reduziu as receitas dos CRIs atrelados à inflação. Ainda assim, o fundo afirma que o guidance para os próximos meses é compatível com as receitas recorrentes esperadas e não depende de ganhos não recorrentes.
Além disso, o CCME11 mantém uma reserva acumulada de R$ 7 milhões, equivalente a aproximadamente R$ 0,10 por cota, que ainda não foi distribuída aos investidores. A reserva funciona como uma margem para a política de distribuição do fundo diante de oscilações no resultado.
No portfólio de crédito, o fundo investiu R$ 72,4 milhões em dois novos CRIs adquiridos no mercado primário. Foram R$ 57,6 milhões no CRI Mello Alves, com remuneração de IPCA + 10,25% ao ano, e outros R$ 14,8 milhões no CRI TOPP11, a IPCA + 8,75% ao ano.
CCME11 amplia carteira de CRIs e prepara nova operação
Segundo a gestão, a carteira atual de CRIs apresenta taxas médias, considerando o valor patrimonial da cota, de CDI + 2,5% ao ano e IPCA + 9,7% ao ano, dependendo do indexador.
Nos últimos 12 meses, o fundo destinou mais de R$ 186 milhões para novas operações de crédito. De acordo com o relatório, os investimentos já vêm contribuindo positivamente para o resultado recorrente da carteira.
A estratégia busca operações com retorno ajustado ao risco considerado atrativo pela gestão, mantendo o foco na qualidade dos ativos. Considerando os preços atuais da cota no mercado secundário e o desconto em relação ao valor patrimonial, o fundo calcula retornos implícitos de CDI + 9% ao ano e IPCA + 13,1% ao ano, já líquidos das taxas de gestão e administração.
O CCME11 também informou que pretende realizar, até o fim de setembro, um novo investimento em uma operação estruturada exclusivamente pela equipe de gestão. Os detalhes da nova alocação deverão ser apresentados no próximo relatório gerencial.
Além da estratégia de crédito, o fundo passou por uma mudança relevante em seu portfólio imobiliário. Em 10 de setembro, o CCVA11, veículo cujas cotas são integralmente detidas pelo CCME11, concluiu a venda de uma participação de 10% no Shopping Jardim Sul por R$ 68,8 milhões.


