O CPOF11, FII da Capitânia voltado ao segmento de escritórios, registrou resultado de R$ 80,5 milhões em agosto, mês marcado pela formalização da venda de participações no Faria Lima Plaza (FLP) e no edifício Palladio.

As operações fazem parte da estratégia de gestão ativa do portfólio, com realização de ganhos de capital, redução da alavancagem e liberação de recursos para novos investimentos.

A principal movimentação envolveu a alienação de 35,125% das ações da CP FLP S.A., companhia que detém participação no Faria Lima Plaza, localizado em São Paulo.

A gestão ressaltou que a operação envolve a venda de participação societária, e não diretamente do imóvel. Mesmo após a transação, o fundo permanecerá com uma fatia de 25,95% do edifício, preservando sua exposição ao empreendimento.

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A venda reconhece parte dos ganhos de uma tese de investimento iniciada em março de 2023. Na época, o Faria Lima Plaza apresentava ocupação de 61,7% e aluguel médio de aproximadamente R$ 160 por metro quadrado. Desde então, o trabalho de comercialização e revisão dos contratos elevou a ocupação para 97,3%, enquanto o aluguel médio de face chegou a R$ 203,50 por metro quadrado.

O desempenho também se refletiu nos contratos renegociados: os aluguéis dos espaços que já passaram por revisão superaram R$ 225 por metro quadrado.

Segundo a gestão, o ativo gerou R$ 51,5 milhões em receitas de aluguel para o fundo desde a aquisição inicial, e a participação negociada corresponde a uma avaliação de aproximadamente R$ 35 mil por metro quadrado.

A operação reconhece uma taxa interna de retorno (TIR) estimada em 13,5% ao ano em base desalavancada e de 17,1% ao ano sobre o capital pago pelas cotas da companhia, ante 8,9% ao ano do IFIX no mesmo período, conforme os cálculos apresentados pela gestão. A alienação também contribui para simplificar a estrutura societária e reduzir a alavancagem do CPOF11.

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O que é o fundo imobiliário CPOF11?

O CPOF11 é um fundo imobiliário voltado principalmente à exploração comercial de lajes corporativas, com o objetivo de gerar renda por meio da locação de escritórios e obter ganhos de capital com a compra e venda de imóveis.

O fundo pode investir tanto em edifícios prontos e já operacionais quanto em projetos em desenvolvimento, adquirindo imóveis inteiros ou participações nesses ativos.

A estratégia combina a geração de receitas recorrentes com a possibilidade de valorização patrimonial e realização de lucros por meio da negociação dos empreendimentos.

No fechamento de 21 de agosto de 2026, o CPOF11 apresentava valor de mercado de R$ 631,3 milhões e patrimônio líquido de R$ 730,6 milhões. A cota era negociada a R$ 115,00, ante valor patrimonial de R$ 133,10, o que correspondia a um indicador preço sobre valor patrimonial (P/VP) de 0,86 vez.

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Na mesma data, o último rendimento anunciado era de R$ 2,00 por cota, com dividend yield anualizado de 22,99%, considerando a cotação de fechamento

Portfólio do CPOF11 tem 91% dos ativos em São Paulo e ocupação física de 89,9%

O CPOF11 concentra a maior parte de seu portfólio no estado de São Paulo, responsável por 91% da área bruta locável (ABL) do fundo. Os outros 9% estão no Rio de Janeiro, segundo o relatório gerencial de agosto de 2026.

Em relação à ocupação, o fundo apresenta 89,9% de ocupação física, enquanto 10,1% da área bruta locável permanece vaga. Já a ocupação financeira é de 92,4%, considerando a participação da receita proveniente das áreas locadas na receita potencial total.

A diferença entre os indicadores mostra que a parcela ocupada representa uma proporção maior da receita potencial do que da área física do portfólio. O relatório também aponta que as áreas vagas correspondem a 7,6% da receita potencial.

Quanto à tipologia dos contratos, 100% da receita está vinculada a contratos típicos, conforme os dados apresentados pela gestão.